sexta-feira, 27 de junho de 2008

Colecionadora de Momentos

"Beijei seu rosto e guardei
Achei sincero e sem dúvida
Era quase de manhã, era madrugada
A noite esconde a cidade e você some
Será que é cria da noite e eu não sei?
As horas cessaram naquela manhã
Que vem é outro dia, outro dia
Será um desencontro e eu vou sozinha
Ele não dá um sentimento
Será um jogo intenso que se anuncia
Ele ri e sabe o que faz".
Vanessa da Mata- Longe de Mais



Quem está na vez de jogar? É você? Sou eu?

Me perdi no jogo. Não sei quem dá as cartas agora. Tenho uma idéia, vamos começar denovo?

Oi, tudo bem?

Então, sou um alguém indeciso. Sou uma mulher de fases, sou uma caixinha de surpresas. Talvez meu jeito não declarado afaste você, mas já que estamos começando denovo, vou revelar coisas que gosto e que não gosto.

Gosto do mar, da praia à noite, da areia em contato com meus pés, gosto de beijos roubados, de surpresas criativas, gosto de ouvir sua voz, sua risada, de ver como você fica bonito quando está sem graça, quando não tem o que dizer. Gosto quando você fala sua opinião sem medo do que eu vou pensar. Gosto do modo como você me olha, tentando me decifrar, tentando me entender.

Gosto quando você me fala de seus projetos, da sua vida, da sua arte. Gosto das suas palavras que não são faladas, mas sim transmitidas pelo seu olhar. Gosto da sua confusão de pensamentos, das suas conversas com o mar, dos seus pensamentos expostos em suas artes.

Gosto do seu coração. Da sua auto confiança, do seu jeito de chegar, do seu jeito nada sério, do seu jeito de gente grande. Gosto do seu poder de argumentação, gosto de quando você não percebe que me deixou sem graça, gosto do silêncio na hora do suor e gosto do seu abraço depois.

Gosto mais ainda do seu jeito simples de levar a vida. Acho que foi essa simplicidade que mais me encantou. Seu jeito leve, sem pretensão, sua naturalidade que me fez querer.

Gosto do seu carinho com os amigos, da sua vontade de ajudar as pessoas, da sua filosofia de vida.

Não gosto do tempo que você me dá para pensar. Me deixa indecisa, me deixa com vontade de abandonar tudo e pedir para sair. Não gosto de pensar que é um encontro apenas de desejo pelo corpo, apenas de lençol e travesseiro. Não gosto da sua voz pelo telefone, aliás não gosto de falar com você pelo telefone, acho que fiquei com um certo trauma, nunca consigo falar o que eu realmente gostaria, mas se você não me liga eu também fico chateada. É algo que podemos conversar, quem sabe telepatia funcione entre a gente?

Você precisa saber que não sei falar sobre relacionamentos. Por isso, talvez eu não páre de falar sobre amenidades. Tenho um medo louco de falar sobre meus sentimentos e sobre minhas vontades, sei que isso é algo terrível, mas sou extremamente pessimista, acho que mantenho relacionamentos superficiais com medo de desilusões, que já percebi que elas acontecem de qualquer jeito; sendo superficial ou não.

Mas, a verdade de tudo isso, é que houve tempo demais para poucos momentos. E hoje, quando a gente se encontra, começamos tudo denovo, como dois desconhecidos. Isso que me deixa angustiada, é saber que não há o que pensar. É isso e pronto. Até porque passou tempo demais para propor mudanças. Mulher é assim, relaciona o tempo com tudo. É uma mania feia, mas que faz parte do universo feminino, não tem jeito.

Preciso confessar que ás vezes preferia voltar ao tempo, quando eu o encontrava "por acaso" na noite, por aí. Era mais intenso. Não era marcado, mas havia uma esperança em encontrá-lo. E era emocionante, quente, declarado e ao mesmo tempo tinha um romantismo no ar, uma vontade de ficar junto e esquecer de todos no lugar.

Mas, quando se apresentou uma outra proposta, foi interessante também, mas que acabou se perdendo no caminho e tudo passou a ficar estranho, passou a ser algo manipulado, algo de uma única via, de uma única vontade. Foi aí, nessa hora, que eu parei para pensar. Mas aí, toda vez que, no meu silêncio, eu combinava de sair de cena, de falar não, me via dizendo sim, me via vivendo mais um momento e fiquei presa num ciclo vicioso.

Agora, digo que comecei a relaxar. Tem coisas que são assim: Não tem explicação, não tem palavras, não tem o que fazer. Apenas viver, apenas sentir e guardar com carinho.

Apenas momentos. Apenas bons momentos.

Beijos

Lud Figueira

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Descompasso

"Não adianta começar uma relação só para suprir o vazio. É preciso ficar legal sozinho para depois partir em busca do amor. Também acho que ambos devem se encontrar na mesma fase da vida, ou surge um descompasso. Para construir uma história bonita, tem de existir sintonia e compatibilidade. Se os dois querem a mesma coisa, podem buscar juntos".


-----

Me perdi na direção. Encontrei o vazio, a saudade, o eco das palavras.
Do que estou sentindo falta? Que falta é essa, que me chama, que reclama, que tem sede.
Olhos à procura, olhares que me assaltam na noite, olhar que tem muito a dizer; pouco a fazer.

O soltar das mãos. O vento levou tudo, o sol se despediu, as ondas recuaram.
O sorriso se esqueceu de aparecer. O silêncio tomou conta do coração, a boca se calou.

Conclusões perdidas e deixadas de lado. O tempo fez mais uma vítima, tudo se perdeu, mudanças.

Abra as portas. Deixe o ar entrar, renove seus sentimentos e permita idéias novas.
Respire fundo.
Relaxe.
Não tenha pressa.
Me espere.


Beijos
Lud Figueira

quarta-feira, 25 de junho de 2008

A sacerdotisa

Ela sempre esteve presente. Ela quer de volta. Ela não perdoa. Ela é implacável.
Sábia, envolvente, dominadora, estudiosa.
Tem o tempo ao seu favor. Tem o amor verdadeiro. Tem a sorte ao seu lado.

É esperta e tem as armas certas. Tem o encanto, o olhar e o coração que a guia.
É amante do belo, é a certa, a outra, a mulher amada.

É a lembrança doce nas noites frias, é a saudade que não perdoa, é a briga que se quer reconciliação, é a peça que falta no quebra-cabeça.

A sombra que afasta o novo. A desafiadora do destino. A segunda chance.

É simplesmente ela - A outra. A de sempre. A que faz falta.

Sacerdotisa - Mulher que não se substitui.

Beijos

Lud Figueira

Delírios

Noites...

Vinho, chocolates, blusão e calcinha branca. Acompanhado de um edredom e muito espaço. A cama está vazia.

Estou ansiosa. Fumo um cigarro, apago, acendo outro, bebo um copo de vinho... Bebo outro, derramo na blusa, mexo no cabelo, estou com dúvidas...

Ando pela casa, olho o celular. Volto para cama que cada vez parece maior, quer me engolir. sobra um lugar, há um lugar.

Levanto, vou até a varanda, bebo mais vinho. A campanhinha toca. Abro a porta. Olho para você e puxo-o pela camisa. Fecho a porta. Te encosto na parede. Cheiro, passo minha boca perto da sua, passo a mão pelo seu corpo.

Te deixo. Tiro minha blusa, tiro tudo. Deixo pelo caminho. Olho para tráz. Te encaro, te chamo com meu olhar intenso, insano, ardente.

Você vem.

Me pega, me olha, me possua.

beijos
Lud Figueira

Mulheres de Atitude

Ontem estava vendo, por acaso, a novela das oito (A Favorita) e a cena mais interessante da novela foi a de um beijo roubado.
A situação era a seguinte: Uma mulher que sabe o que quer, não se intimida com a recusa do Cara e parte para cima, sem medo, cheia de coragem, tasca-lhe um beijo e vai embora. Não dá tempo do Cara falar nada, simplesmente faz o que quer e vai.

Pois é. Cada dia que passa me convenço mais que são essas mulheres que dominam o mundo. Elas não tem medo do Não, de nada. Elas ligam no dia seguinte, chamam os Caras para sair, não se intimidam com "foras", elas se arrumam, saem, dançam, paqueram, fazem sexo sem compromisso, não se envolvem. Mas se por acaso se apaixonarem por alguém, não ficam em casa esperando o telefone tocar! Elas vão atrás, elas se declaram, elas dizem com um sorrisão no rosto: --Quero ficar com você! Fica Comigo?

Elas são demais ...

Vamos parar de agir superficialmente! Vamos procurar essa mulher corajosa, forte, sem medo que está dentro de nós!
Vamos colocá-la em ação!!!

Beijos
Lud Figueira

terça-feira, 24 de junho de 2008

Saudades do blog

Já estava com saudades...

No final de semana passado, eu viajei com três casais; na verdade seis amigos muito queridos. Fiz várias anotações, mas resolvi não escrever nada do que anotei.
Porque ainda não coloquei em ordem pensamentos, palavras e sentimentos. Estou igual aquela carta do tarô: Roda da fortuna. Uma hora estou bem, uma hora estou mal, indecisa...

Domingo começou o inverno. Queria ter postado um texto bem romântico, mas ficarei devendo. Aliás, essa é uma estação que não tem como passar sozinho! Nem que seja acompanhado do edredom...Risos

Acordei nostálgica demais... Lembrei de uma festa, de uma amiga querida, que foi num hotel.. Foi tão mágica, foi tão romântica, foi tão crucial, foi boa..

Bom, também estou me recuperando de um susto: Cuidado: O mundo está cheio de pessoas loucas! Cuidado com homens que você acha que são normais, amigos! Eles não são! E confudem simpatia com algo mais.....

Então, hoje passei aqui apenas para dar um oi.
Beijos

Lud Figueira

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Prazo de Validade

Limites impostos e não revelados. O prazo para o avião rumo ao novo encontro se esgotou.
Não gosto de finais tristes, melancólicos. Mas não tem como fugir desse roteiro. O fim chega para todos.

Até para histórias que não começaram. Esse desfecho, esse ponto final é um dos mais complicados. Sabemos que precisamos de uma resolução, mas com esperança em novos momentos, em novos sentimentos, caímos na tortura e adiamos um sofrimento em vão.

Devido à minha covardia nas palavras ditas, deposito a culpa no desencontro das vontades do momento.

Não posso falar nada. Fui notificada de tudo, de todos os pormenores dessa história. O fim era previsível. Mas gosto de desafios.

Muitas vezes voltei atrás em decisões não reveladas. Todas ás vezes me deixei ser picada por momentos perfeitos e manhãs solitárias.

Fui a mais perfeita amante. Aquela que resiste a contratempos, esboça sorrisos no dia seguinte, que resiste ao não, aos jogos e nunca, nunca impõe absolutamente nada. Apenas aceita o que o outro pode lhe oferecer, apenas se torna disponível. Apenas se contenta com o agora.

Talvez com o tempo, essa história ganhasse capítulos diferentes. Mas o tempo têm sido prejudicial aos meus sentimentos e desejos.
Por causa do tempo que o outro precisa, passei a perder a minha originalidade, passei a me tornar um alguém sem futuro, frio.

Inibi minhas vontades e desejos ardentes. Ocultei palavras, gestos e ações que pudessem afastar o outro. Mas a verdade é que quando vi, estava envolvida demais e pior, sozinha.

Confesso que muitas vezes não dei ouvidos, e eu mesma me enganei. Achando que estava apenas vivendo o momento, sem qualquer pretensão. Mas ao perceber que estava envolvida, comecei a querer mais encontros, mais beijos, mais arte e suor. Até porque o início de qualquer relação é marcado pelo fogo, pelos impulsos, pelo proibido. Querer sempre mais.

Mas o sentimento se fez presente e não pude mais fingir: O tempo acabou.

Acabar com momentos que sempre foram perfeitos é algo cruel. Mas se sentir sozinha estando se relacionando com alguém é pior.

Pesando prós e contras, não pude mais insistir: O fim se revelou.

Diferenças de estações. Apenas...

-------------------

Antes de postar esse texto, conversava com um amigo muito querido que por estar vivendo situação semelhante a essa, esboçou sua opinião:

"É muito difícil sair de algo que sabemos que não acabou. Mas, por divergências de momento, por sintonias diferentes, nos vemos obrigados a dizer não. Falar não para alguém que queremos estar junto é um ato de coragem e preservação de sentimentos. Há quem diga que isso é uma besteira, que não devemos nos proibir do que queremos. Mas é interessante pensar que para o outro, basta um encontro e para você?"

beijos

Lud Figueira

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O artista

Idéias, pensamentos, desejos, sendo distribuídos de forma como aparecem em uma tela branca, em uma folha de papel.
Um olhar, um rosto, uma paisagem, uma lembrança, uma conversa, um alguém. Um sentimento diferente. Um detalhe, cores formando a arte da alma, a arte para poucos, a arte onde é preciso sensibilidade para poder ver, sentir...

Só conseguir falar através das palavras escritas. Uma defesa, um refúgio, um segredo, um mundo dividido com poucos, o meu mundo, o nosso mundo.

Procurar resolver questões complicadas no mar, no papel, completamente sozinho: você e a arte.

Porque resistimos tanto?

O vermelho e o Azul se chocam, mas na arte final, o resultado é uma mistura de ousadia e harmonia. Pode dizer que um precisa do outro: Um parece quente, o outro frio, um parece sempre alegre, vivo, o outro se manifesta pouco, ás vezes aparece meio desbotado. É como se o equilíbrio dessas duas cores só fosse possível, com "elas"juntas. Elas podem viver separadas, mas funcionam melhor quando estão unidas.

Não tem limites para o sonho em um pedaço em branco. Tudo se torna possível, tudo entra de acordo, provoca sorrisos e um misto de prazer e alegria. A realização na ponta do lápis, de um pincel...

Por um momento lidei com monstros e fantasmas, sentimentos conturbados, inferno e céu, o bem e o mal, sem derramar nenhuma lágrima, sem sofrer nenhum arranhão, sem sair: Eu e a arte da imaginação, da criatividade, que escreve e apaga, que constrói, que muda, que nasce, e no belo da morte renasce.

Faça acontecer. Não espere. Faça.

O amanhã é longe demais...
Porque amanhã? Se podemos fazer no hoje, agora, nesse instante?
Conversas com palavras trocadas. Pensei uma coisa e disse outra. Desencontros virtuais, reais, irreais.

Beijos

Lud Figueira

Espaços...

"Dá o seu gosto de desejo
Dá os seus olhos de menino
Sem regra ou comprometimento
Sem se importar com que for vendo
Nossa sede de liberdade
Eu quero é dançar da forma que me der
A música expondo seu corpo à vontade
Nas incontáveis formas de se divertir
Dá o seu gosto de desejo
Dá o seu beijo despojado
Seus pensamentos mais intensos"
(Delírio- Vanessa da Mata)


Momentos de inspiração.

Calma me freia. Tempo me congela. Mistério me provoca.

Não achei o tom. Não o encontrei. Só vejo no espelho uma jogadora, uma pensadora, que deixa o "adversário", dar as cartas.
Não converso com as palavras ditas. Elas me inibem. O silêncio me afasta cada vez mais. Quando falo, não páro. Mas nada importante, nada inovador, nada relevante.

Estou solta. Nem que eu quisesse me envolver, não conseguiria com tantos espaços. Na verdade, talvez isso seja normal. Mas não consigo ver assim, por mais que eu aparente "aceitar". Quero algo louco, anormal, insano. O outro quer que o tempo lhe mostre o que fazer. É sábio e racional, mas sou radical e emocional, sou dança na chuva, rosa adormecida, ligação perigosa.

O amor não quer cálculos, não quer pensar. O amor age, se movimenta, cria.
O amor é torturante, implacável, verdadeiro, presente e persuasivo. O amor é impulsivo e ansioso.

O amor não sabe esperar.

Beijos

Lud Figueira

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Rosas

"Porque eu gosto é de rosas e rosas e rosas
Acompanhadas de um bilhete me deixam nervosa
Toda mulher gosta de rosas e rosas e rosas
Muitas vezes são vermelhas mas sempre são rosas"
(Rosas- Ana Carolina)

São Pedro amenizou e nos presenteou com um dia lindo, com sol e muito amor no ar. Por onde eu passava, eram mulheres carregando rosas, procurando cartões para escrever poucas, porém intensas palavras de amor, mensagens românticas no celular, cuidado com a roupa escolhida para o evento mais tarde... Jantar? Rosas e chocolates num "Hotel"? Ver a lua na praia? Apenas dar um abraço no portão do prédio (romantismo adolescente)? Têm os criativos que foram curtir o dia dos namorados no maracanã! Tudo vale. Revele-se!

Estava pensando, e apesar de ser apenas uma data comercial, mobiliza à todos. Porque tudo que envolve amor, paixão, mexe com o coração de qualquer pessoa, até dos mais frios. Não havia uma pessoa que não estivesse com um sorriso no rosto, roupas mais alegres, mais felizes, o dia simplesmente teve o coração flechado.
--------------

Mensagem para o dia de hoje:

Ame, ame muito. Diga o quanto o outro é especial e importante em sua vida. Dê muitos beijos e abraços, curta cada segundinho, hoje o dia é de vocês. Olha que honra: Vocês, amantes, tem um dia no calendário só para vocês. Aproveitem.
Fale uma, cem, mil vezes aquelas palavras de amor, bem baixinho, como se fosse um segredo entre você e ele (a). Sinta a energia do outro, o quanto é bom quando vocês estão juntos, a importância da existência do outro em sua vida.
Hoje vale ser "brega"!(risos)

Um feliz dia dos namorados!

Beijos

Lud Figueira

terça-feira, 10 de junho de 2008

Velas + Vinho = Desconstruir para Construir

Boas companhias saudando a vida, o amor e a amizade. Tornando um momento simples em algo muito especial.

Se mostrando ao avesso, sem reservas, sem receios. Falando tudo, se colocando do lado de fora para entender melhor seu interior. Deixar cair mascáras e se doar, ajudar e ser ajudado.

O vinho dá o tom. As velas o clima romântico que nos remete à assuntos ligado ao coração. Porque falamos tanto de amor? Porque sem esse sentimento nos sentimos incompletas como se faltasse a manteiga no pão, a músiça sem cantor, o vaso sem flor? O amor é um tempero essencial à vida.

Conversas onde é preciso se desarmar, deixar de lado velhas filosofias, julgamentos e idéias prontas. Preparar-se para novas palavras, novas idéias, um novo olhar para o mundo --Uma solução dando adeus ao problema resolvido.

Desconstruir para construir é a necessidade que temos de mudança. Começar do zero, abandonar o velho, e ir sem medo de encontro ao novo.

Dar início a uma nova construção. Um novo ideal. Uma nova vontade.

-------------

O coração está calmo. Turbulências foram superadas, momentos de tensão ficaram no passado. Sinto pequenos raios de sol tocando minha pele e falando a previsão do dia: Hora de ser feliz!

Os momentos sobem degrau por degrau, aumentando seu entusiasmo, dando continuidade ao sentimento desconhecido, que hoje já não se encontra mais perdido e ansioso; e sim, localizado e calmo, certo da boa sintonia que se estabeleceu.

Desconhecido, incerto, de repente ilusório. Mas como nada é certo, nos permitimos andar no escuro, errar fechaduras, tropeçar em pedras, para trazer luz ao que acreditamos e queremos. É dar uma chance, encontrar a chave certa, ter coragem de arriscar.


Obs: Observem a lua.


Beijos

Lud Figueira

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Semana do amor

Podem dizer que é uma data comercial, mas é fato que as ruas das cidades estarão mais coloridas e apaixonadas. Tanto para os comprometidos, quanto para os descompromissados, a semana promete fortes emoções para ambos corações.

Na verdade, costumo dizer que todos os dias é dia para falar de amor, dar presentes, mostrar seu carinho, e dizer o quanto o outro é especial.
Se você é solteira (o), aproveite a quinta-feira para reunir as amigas que se encontra com o mesmo estado civil, para tomar um chopp e colocar a conversa em dia.

Para os "casados", não preciso dizer muito; basta que os dois se encontrem e o resto deixo por conta da imaginação de vocês.

"O amor é um crime que não se pode realizar sem cúmplice"
Charles Baudelaire

-------------

Tirei uma conclusão muito boa sobre o final de semana: Nada como um chopp para apimentar aquele momento à dois!

Beijos

Lud Figueira

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Viver cada momento na sua hora certa.

"Você visualiza uma situação ideal e vai atrás dela, ao invés de viver as situações ideais que você tem".

É a mais pura verdade. A gente vive tentando achar uma desculpa para fugir do agora, fantasiamos como poderia ser o amanhã, o que achamos o ideal. Onde o certo, é viver e ser feliz cada etapa, sem pensar no passado e sem ficar buscando um futuro que ainda está por vir, ao invés de simplesmente aprender a ser feliz com o momento presente.

É a mania de reclamar de tudo e todos. Da insatisfação interior onde colocamos a culpa no momento atual. Mas quem faz o nosso momento ser bom ou ruim, somos nós mesmos. Somos responsáveis por cada ação e consequentemente recebemos a reação a altura do ato cometido.

Sejamos sinceros. Somos os principais responsáveis por nossa felicidade ou infelicidade. Idealizar, sonhar, desejar é uma coisa muito boa, é sempre positivo. Agora, se tornar infeliz porque o que queremos não é o que acontece no momento, é procurar uma insatisfação que não procede. A intenção é tornar a fase atual a mais prazerosa possível, até porque tudo que acontece é reflexo das nossas próprias ações. Aliás, basta querermos de verdade mudar, para as portas se abrirem e um leque de opções surgirem para tornar tudo possível, diferente e mais leve.

Ir em busca de sonhos, do ideal é um foco que todos nós devemos ter. Mas não é por isso que devemos esquecer do hoje, de vivermos o que temos de concreto. Até porque assim fica difícil se satisfazer: Buscando um futuro ideal, sem prestar atenção nas oportunidades reais que lhe são oferecidas no momento.

É a partir do hoje, que se constrói as bases de um futuro ideal. Ignorar o hoje, é viver pela metade, é construir um falso amanhã.

A vida é sábia. Se está complicado aceitar o seu hoje, procure formas positivas de passar por ele sem lamentações, sem reclamações, pois sempre há coisas boas acontecendo e sendo oferecidas, basta saber se você está deixando elas passarem ou sabendo agarrá-las na hora certa.


Beijos

Lud Figueira

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Cartas na Mesa

"Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais"
(Amado - Vanessa da Mata)

Pensamentos...

O mistério que mora no silêncio do olhar, na temperatura dos beijos, no calor da pele, no sorriso contido, na espera do próximo amanhecer, do próximo momento, das próximas palavras, das próximas esperas.

Esperanças renovadas para um novo pensamento, uma nova estapa. Há uma certeza tímida no ar, uma vontade incompreendida, um desejo perturbador.

O tempo lembra o outro. O relógio se torna um inimigo presente, acompanhando passo -a -passo a tortura da espera, da ansiedade incontrolável. O real de encontro com o imaginário, o sonho de mãos dadas com o coração, com a realização.

Esquecer. Tentativas antes do anoitecer, antes da próxima despedida, antes do próximo encontro: Todas em vão, todas frustradas, todas anuladas.

O envolvimento, a respiração, a atração, a verdade. Um olhar vale mais do que mil palavras, mil promessas, mil pedidos.

Eu vou, eu volto. Eu digo sim e digo não. Eu quero e não quero. Ou me ame ou me odeie, não me confunda, não me machuque, não me iluda. Se intregue.

Não me ligue, me encontre.
Não fale, me provoque.
Não diga, faça.

Renda-se. Não olhe para tráz. Viva sem regras, sem reservas, sem temores. Viva.

Venha antes do pôr do sol, venha.
Sem demora.



Beijos

Lud Figueira

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Matar Leões

Hoje foi um dia daqueles. Mas, o que mais ajudou a suportar o demorar das horas, o mundo caindo, foi a força extra dos amigos queridos.

Matar leões. Todos os dias matamos algum ao enfrentar um problema. Na maioria das vezes deixamos para resolver aqueles "cabeludos" na hora em que não há mais saída, não tem mais como adiar, e o leão que era pequeno, se transformou naquele leão imenso, no rei da floresta, no comando da sua vida, manipulando você, sem deixar saída: Ou me mata, ou mato você!

Esse negócio de deixar para resolver tudo na última hora não é fácil! Aprendi que está na hora de abandonar a minha querida e preguiçosa frase, que aprendi com Scarlett O'hara, minha amiga, que participou daquele filme "rapidinho":E O Vento Levou-- Onde dizia: "-- Amanhã eu resolvo!" E esse amanhã nunca chega....

É. Mas uma hora a gente tem que matar esse "leão" e acabar de uma vez por todas com o problema. Porque por mais que pareça difícil resolver, chegar numa conclusão, por mais que seja preciso lágrimas, aborrecimentos, a melhor opção é enfrentá-lo de uma vez por todas. Nada de "cozinhar" sofrimento para amanhã.

Mesmo com problemas, dia confuso, brigas, nem tudo está perdido. Têm sempre uma janela aberta para uma porta fechada, ou uma varanda aberta...

Acredite num amanhã diferente, acredite em melhoras, acredite em você e faça por onde. Não pelas pessoas, mas por você!

Beijos

Lud Figueira

domingo, 1 de junho de 2008

Domingo: Não me deixe em casa!

Um dia que não passa. Dependendo do final de semana que você teve, pode até relembrar bons momentos, mas se nada aconteceu, o seu domingo acaba sendo uma extensão daquelas "bads" que ocorreu.

Se fizer sol, que não é o caso, uma praia sempre ajuda a passar o tempo e preparar você para mais uma longa semana. Mas, no caso de um tempo feio (como o de hoje), a opção de ficar na cama de pijama e atender o telefone para falar com suas amigas, prevalece.

Como acabar com a monotonia do Domingo?

Para os namorados, convites para programas como cinema e jantar, vale. Na verdade, hoje o dia convida a todos a namorar bastante! Ficar de conchina, comer coisas engordativas e ver vários filminhos podendo usar o "pause".

Agora para os solteiros no Rio de Janeiro as opções ficam mais complicadas. Ou você morre no Baixo Gávea (aquela rua desamena, onde você encontra as mesmas pessoas de sempre e nada acontece) se não chover, ou aquele cara que balançou suas estruturas resgata você de um fim de domingo trágico. Pode rolar também um chopp com as amigas, algo sempre positivo.

Mas, se nada disso acontecer? Se preparar para a terrível segunda-feira? Passar tempo diante do msn? Fuxicar a vida dos outros no orkut? Jogar paciência? Não. A boa é relaxar e procurar pensar que o próximo domingão será melhor.

Mas nem tudo está perdido. Quando você menos espera, acontece algo que faz seu domingo ser o mais colorido de todos. Será? Ser confiante está valendo.

última dica: Procure ficar longe da televisão: Em dia de domingo você tende a ficar mais irritada e chateada.


Beijos

Lud Figueira