terça-feira, 15 de julho de 2008

A Prova dos Nove.

Como sabemos que uma relação, um alguém, é passado?

A- Quando se oficializa o término?
B- Quando de repente os dois páram de se falar?
C- Quando surge uma nova pessoa em nossa vida?
D- Quando a gente encontra com o outro e não sente absolutamente nada?

Qual opção você marcaria?

Eu marcaria a opção D. Porque todas as outras opções são falsas; todas podem mudar a qualquer momento, são opções vulneráveis a mudanças. A opção D, é a mais verdadeira, a mais coerente. Você só saberá que algo acabou, quando você encontrar com o outro e não sentir absolutamente nada. Esse é o mais corajoso e eficiente teste que alguém pode passar.

As outras opções são tentativas de esquecer o outro, de não ligar para o coração. Vamos por etapas: A opção A, só serve se for um término que partiu dos dois, algo que os dois já não queriam mais. Aí, tudo bem. Se não, um fica pelos cantos arrazado e começa a missão de tentar reconquistar o outro, vive a sombra do outro, ou seja, num verdadeiro inferno.

A opção B, é a que sentimos mais vontade de encontrar o outro. Porque é a típica relação chamada: Caso mal resolvido. Vocês tínham uma "relação", de repente um ou os dois sumiram, e ninguém sabe de fato o que aconteceu. Mas fica sempre aquele ar de mistério no ar: Será que vou encontrá-lo? E ái? Como vai ser? O que eu vou sentir? E aí???

A opção C, é uma opção complicada. Porque não necessariamente o fato de surgir alguém novo em nossas vidas é algo suficiente para nos fazer esquecer do Ex. Ás vezes "ajuda", mas muitas vezes, alguém novo em nossas vidas só faz a gente ficar mais em dúvida, mais confusa. Ou de repente, esse alguém surge em boa hora e acaba que esse, era o empurrão que esperávamos.

Por fim, continuo na opção D. É sem dúvidas a prova dos nove.


Um beijo
Lud Figueira

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Um Pouco de Mim

Um desabafo.

Eu não esqueci. Na verdade, ontem, passei o dia lembrando, mas não quis ligar. Na verdade cheguei a pensar em ligar, afinal, qual o problema de ligar para desejar felicidades, dar os parabéns?! Mas achei melhor deixar como está. Mas, me senti uma covarde.
Na verdade, eu havia decidido ligar. Mas fiquei tão chateada com uma conversa que rolou na sexta, que, me deixou muito desapontada. Foi então que eu decidi não ligar.

Mas, não fiquei feliz com essa minha decisão. Aliás, ultimamente ando sem aquele brilho, sem aquelas palavras de alto-astral da qual costumo dizer para tanta gente. Não sei o que houve, mas há bastante tempo que estou assim, meio sem rumo, meio apagada.

Talvez possa ter sido por causa de uma avalanche de coisas que aconteceram na minha vida. Problema nunca vem sozinho, para não fugir a essa regra, vieram todos juntos. É, eu sei que muitos nem imaginam, na verdade gosto mais de ouvir os outros e dar meus palpites, meus conselhos, do que falar dos meus problemas. Além do mais, acho que já me acostumei com a metade deles em minha vida.

Ando me sentindo estranha. Num momento estou incrivelmente feliz, com vontade de fazer milhões de coisas; em outro, a preguiça fala mais alto, a tristeza me invade sem pedir licença, sinto um vazio, um sentimento baixo-astral, fico realmente triste. Mas nunca sei o motivo dessa mudança de humor, cheguei a colocar a culpa dessa oscilação de humor, de vontades, na TPM; mas vi que não procedia essa minha suspeita, o que me deixa ainda mais angustiada; não sei da onde vem essa mistura de sentimentos sem nexo, dessa contradição mental sem razão. O porquê dessa invasão? Porque não o equilíbrio, a normalidade?

Sinto que estou desapontando minhas amigas queridas, amadas. Não ando muito presente. Elas não conseguem entender o porquê do meu afastamento, o porquê da minha reclusão. O porquê do meu silêncio. Logo eu, tão falante, tão para cima, tão amenizadora. Mas, digo a vocês, que nem eu sei o porquê desse meu momento.

Ah! Ando tendo muitas lembranças. Pensamentos ora felizes, ora infelizes. Como podem ver, nem em meus pensamentos ando conseguindo uma normalidade. Não sei, mas às vezes penso que a única coisa que eu jamais poderia reclamar era de se sentir só. Aliás, tenho uma família complicada, é verdade, mas que me ama incondicionalmente, amigos que são minha segunda, quer dizer: Parte da minha primeira família sem dúvidas. Então, porque me sinto tão sozinha? Da onde vem esse eco, esse buraco, essa escuridão dentro de mim?

Sou beijada e abraçada, sou querida e amada, mas falta alguma coisa. Tenho essa sensação. Há anos esse estranho sentimento me assombra, mas sempre procurei não dar ouvidos. Mas desta vez, me sinto cansada de lutar contra. Sinto que estou desistindo de tentar, de tentar o quê? De tentar ser feliz? De tentar descobrir do que sinto falta? Talvez ...

Sempre gostei de sair, me divertir em qualquer lugar, até porque diversão para mim sempre foi estar entre meus amigos, entre pessoas do bem, que eu sinta que gostam de mim. Mas, não estou mais conseguindo esconder meu atual desânimo, minha falta de apetite para qualquer movimentação. Isso vem acontecendo há tempos, mas agora a impressão que tenho é que se intensificou, se agravou.

Depois do lance da faculdade, eu perdi de vez a direção das coisas. Ânimo me faltou até para sair da cama. Não pelo sono, mas pela vergonha moral, pela decepção que eu mesma sinto. Sei que sou forte, devido a isso tenho tentado me levantar com alguns pensamentos positivos que tento mantê-los perto de mim mais do que apenas minutos. Mas, confesso que está bem difícil.

Expor fraquezas é algo bem incomum. Até porque estamos na época em que todos contam vantagens, são bonitos e bem sucedidos. Mas, esse mundo de máscaras e sorrisos falsos me cansa. Não é sempre que estou disposta a compactuar com esse baile da vida. Em fazer cara de paisagem, ser civilizada, boa moça, e fingir que nunca acontece absolutamente nada. Nossa! Isso cansa, além de ser tão cafona, tão ridículo.

Dá para ver minha confusão mental de hoje. Comecei falando A e agora estou perdida em qual letra do alfabeto eu me encontro. Ao menos consegui falar, conversar sobre esses monstros, esses fantasmas que me assustam.

Acho que talvez seja isso, talvez eu estivesse precisando apenas falar...


beijos
Lud Figueira

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Lembranças...

Tomaram conta de mim. Não me deixaram em paz um só minuto.
De repente, em algum momento do dia, fui parar em 2003. Por lá permaneci acho que o dia todo. Nossa! Que ano! Sou saudosista, acho que nunca vou me "livrar" das lembranças inesquecíveis de um ano que mesmo que se queira, impossível esquecer.

Me lembrei de um dia, quer dizer: O dia. Aquele que mesmo daqui a cem anos saberei falar com todos os detalhes. O olhar. Um olhar que parecia conseguir me ver como vim ao mundo, algo assustador, porém tão excitante, tão sensual, tão avassalador.

Cenário: Uma rua, um bar, que servia de palco para chopadas.

Tive medo. Ao mesmo tempo que eu queria saber quem era o dono daquele olhar, eu permanecia no meu lugar, sem saber ao certo o que fazer. Uma mistura de medo e desejo, algo bem diferente do normal, daquela rotina de sempre.

Até que fui abordada. Não tive como fugir. Fiquei hipnotizada por tais covinhas pra lá de provocantes! Acompanhadas de um sorriso, nossa! Parecia tirar o brilho da lua. Inacreditável. Um jeito malandro, sexy, cavalheiro ao mesmo tempo. É de ficar perdida. E a lábia? Ele falava, falava, falava, mas não dava para acreditar em uma só palavra. Era aquele tipão, saradão, alto, moreno, com cara de "caf" (cafajeste), daqueles que você olha e pensa: -- Problema na certa!

Mas não podia abandonar o barco. Queria saber as cenas dos próximos capítulos. Então fomos andar. Conversar um pouco mais, descontrair o ambiente (tenso). Até porque algo estranho acontecia comigo com a aproximação dessa pessoa: Um frio na barriga, as pernas tremiam sem parar, as mãos suavam ao mesmo tempo que pareciam estar congeladas, a boca seca, uma certa timidez, um nervosismo onde se tentavam esconder sem sucesso, é claro.

Até que, até que, aconteceu! Vou tentar descrever:
-- Um beijo. Não um beijo qualquer. Foi um beijo único, especial. Daqueles de novela das oito, estilo das cenas românticas escritas por Manoel Carlos. Parecia estar mergulhando em mar aberto. Quente, profundo, devagar, rápido, sincronizado, envolvente, daqueles que não se consegue parar. Não se consegue pensar, não se consegue fazer nada: Sua boca e mais nada. Realmente, algo inexplicável aconteceu naquele momento. Mal sabia, que essa cena iria se repetir cada vez que aquela boca cruzasse meu caminho.

Lembranças... Apenas lembranças...


Beijos
Lud Figueira

terça-feira, 8 de julho de 2008

Menina má

Ás vezes a gente precisa de um tempo para se conhecer, se entender. Vale se isolar do mundo, vale dizer não para noitadas, vale ficar em casa, vale tirar umas férias.
Com o fim dessa fase, apresento a vocês uma nova fase: Menina má.

Depois de uma tentativa de romance semanal, daqueles bem lights, sem gordura, percebi que uma rebeldia cai bem para quem está acostumada a pensar muito e não sair do lugar.

De repente a gente se dá conta que não seguir regras é a melhor coisa. Que fazer o que quiser na hora que quiser, não se importar com certas "coisinhas", é o melhor a fazer. Aí, entra a fase da menina má. A fase que tudo pode, onde nada é proibido, e ser cara-de-pau ajuda. Ou seja, nada incomoda, nada importa: Existe você, seus amigos, e a "boa" do dia. Mas nada atrapalha. Não existe mal estar com nada, você topa qualquer evento, qualquer "buraco", o que não pode é : Ficar em casa, isso sim está proibido.

Não se preocupe. É só saber agir:

Primeiro passo é não sair de carro, porque um álcool cai bem na noitada (esse lance da Lei Seca é sério). Aliás, é um santo remédio para se enfrentar aquelas terríveis filas que existem na porta das baladas (meio paulista, mas vale).

Segundo passo é sempre manter o bom humor, pois imprevistos acontecem. E na noitada, é o que mais acontece. Manter o velho e bom humor para não se aborrecer com coisas bobas é essencial.

Terceiro passo é livre. Aqui vale tudo. Vale beijar muito, vale fazer muita arte, vale relaxar e aproveitar. Conselho: Não crie vínculos. Aproveitará melhor o momento.

Ser uma menina má é divertido, porque espanta o baixo astral, porque a deixa longe de relacionamentos, você tem a chance de aproveitar melhor a "sua" fase. Aliás, chega a ser um pouco sexy essa versão rebelde. Talvez essa mudança seja o tempero que a sua vida precisava!

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Sabe, pode parecer contraditório esse texto, uma vez que prego o romantismo, o amor, a vida a dois. Continuo achando que não se deve parar de acreditar nessas coisas, mas essa fase (menina má) é necessária ás vezes. De repente você percebe que o seu "fazer tudo certo" era o "tudo errado" de outros. Então, uma fase como essa sempre cai bem!


Beijos
Lud Figueira

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Um passeio de ônibus

"É interessante perceber como as pessoas entram, permanecem e saem de nossas vidas. Como num ônibus, algumas ficam por várias estações. Outras entram e saem rapidamente, pois estão de passagem. Algumas deixam marcas. Outras passam a fazer parte de nossa existência. Mas a essência do seu ser é sua. As impressões aos fatos são suas. É você quem dá a dimensão para os acontecimentos e para as pessoas em sua volta. Citando Saint Exupéry “é o tempo que dedicaste à tua rosa que a fez tão importante”."
Julia Duarte- Blog Relation_chip/ Revista Criativa

Ainda me surpreendo com esse ônibus. Apesar de buscar sempre a mesma rota, acabo desviando meu caminho, por rostos que me assaltam e mudam meu destino.

Rostos que muitas vezes, me deixam no abismo, na escuridão, na frieza das palavras. Rostos que divido experiências, momentos e pensamentos que ficam perdidos, que são esquecidos no aparecimento de novos rostos.

Tenho a impressão de estar vivendo um ciclo vicioso. Ás vezes parece que estou vivendo a mesma história, onde só muda a embalagem, mas o produto é o mesmo. Acho que tenho radar para fórmulas repetidas, e o pior: Continuo a me decepcionar.

Talvez a resposta seja o tempo que dedico a sentimentos solitários, a importância que as pessoas, os momentos significam. Gasto muita energia. Gasto muito tempo jogando, desperdiço palavras, sorriso e lágrimas.


Ás vezes é preciso tirar o ônibus de circulação por um tempo.Há uma interpretação muito errada das pessoas. Que triste, que triste...

Beijos

Lud Figueira

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Sem Reservas

Um mal começo de dia, numa tarde fria, a solução: Um bom filme romântico.

Sem Reservas, é um filme que fala de uma mulher que por uma desventura do destino, aprendeu que existe vida fora da cozinha onde ela trabalha. ou seja, uma cozinheira solitária, que quando sua irmã morre ela se encontra tendo que cuidar de uma menininha de 8 anos. Calma, o filme não é só um drama! Claro que aparece um bonitão, que divide a cozinha com ela e acaba dividindo outras "cositas mas"...Vale a pena assistir!
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Então, fiquei pensando numa cena do filme, onde os dois discutem por uma bobagem e deixam por isso mesmo. Cada um vai para sua casa e não se falam mais. Até que a saudade aperta, e a cozinheira solitária percebe que o orgulho só atrapalha e que esse bonitão não é apenas um flerte passageiro, é alguém que vale a pena de verdade. Então ela vai atrás dele, e fala tudo, se expõe, e descobre que ele apenas estava esperando que ela percebesse o amor que já existia entre eles.

Romances... Não tem remédio melhor para se animar do que ver ou ouvir uma boa história de amor.


Aproveitem esse frio para dizer ao outro o quanto é bom estar com ele (a). Não poupe palavras nem carinhos para o seu amor. Amem e se deixem ser amados.

Beijos

Lud Figueira

Após a derrota, levantar e começar denovo...

Um guerreiro sofredor, uma torcida que acreditou até o final, mas o jogo de sorte e azar nos pênaltis, tirou a taça das mãos do Fluminense.

Valeu Fluzão. Agora é ficar entre os quatro primeiros no Brasileiro, para tentar ano que vem novamente.


Lud Figueira

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Momento Romântico com Bom Humor

Dedicado ao inverno de 2008

A preguiça da estação dita o ritmo dos dias. O lugar vazio na cama, deixa em evidência a carência que vem sendo escondida com unhas e dentes.

São muitas roupas colocadas pensando na hora de serem tiradas uma por uma, num calor que contradiz o tempo.

As ruas ficam mais solitárias, porém as camas ficam mais movimentadas: Amor, arte e suor com alguém especial.

Chega a ser clichê, mas pipoca, chocolate e filmes continuam sendo a grande pedida. Viagens para serra, esquecer do mundo e ficar grudado com uma só pessoa, são regras que seguimos sem perceber.

O edredom causa efeito viciante: Cuidado.

É comum casais engordarem, devido a gula que o frio proporciona. Mesmo com "exercícios físicos diários", não se consegue perder peso. Relaxem e aproveitem.

Até para os pegadores de plantão, o ritmo das baladas diminuem drasticamente, e muitos são "pegos" tendo alucinações românticas, o que para o currículo não é nada bom.

De repente se render ao momento da estação, seja um bom remédio para se evitar gripes, resfriados e dores de garganta.

Inverno é um encontro de duas pessoas. Diferente do verão, onde ocorre uma rotatividade maior.

Beijos

Lud Figueira

Obs: Vamos com tudo Fluzão!!!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Papo de Maluco

Palavras não dizem muita coisa, já atitudes ou a falta delas dizem muito.
Será? Ás vezes a interpretação das palavras, causa atos nada responsáveis. O mesmo ocorre com a falta dessa interpretação. Ou seja, vira um "papo de maluco". O que tem sido cada vez mais comum nos relacionamentos.

Exemplo de uma ligação:

- Oi Fulana, tudo bem?
-Oi Siclano. E aí? Tah aonde?
- Em casa. Vai fazer algo amanhã?
-Pô! Não sei... Porque?
-Por nada...
-Hum! Então tá. Beijão!
-Outro. Tchau!

Entenderam alguma coisa?

Realmente, algo estranho acontece. O que vocês viram, foi uma pseudo conversa de duas pessoas que se encontram em cima do muro. Do tipo: Para não receber um "não", ninguém combina nada, ou por não saber o que fazer, preferem ficar no " não sei", o que venha a ser mais cômodo.

Bom, é o tipo de ligação desnecessária ou, o tipo de "manutenção" necessária para, talvez, quem saiba, justifique a falta de ligações futuras. Uma tática ardilosa, porém previsível demais.

No caso dessa ligação, tanto um, quanto o outro, não quis se comprometer. Talvez, nesse momento, os dois estejam na mesma sintonia. Por um lado isso é ótimo, pelo outro nada bom, pois ambos não chegarão a lugar algum, perdeu o sentido de se relacionarem.

Volto a repetir:

A falta de comunicação é prejudicial aos relacionamentos.

Beijos

Lud Figueira