quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Um Feliz Natal!

Acredite e tenha fé na hora em que for fazer seu pedido. Papai Noel pode demorar, mas ele nunca esquece seu presente.

Está na hora de parar, pensar e jogar fora todas as coisas ruins e começar um novo ciclo. Um momento sem "bads", um período isento de preocupações, de coração leve, sorriso no rosto e muito, mas muito amor no coração.

Sem ilusões e falsas promessas, o amor vem. Do jeito avassalador, acabando com tudo, para se instalar de uma maneira calma, encontrando o ritimo, conhecendo território, criando espaço, estabelecendo uma conexão, para ficar no ponto certo, na mesma sintonia, no mesmo plano, na mesma direção, rumo ao sucesso.

Decepções, ilusões, lágrimas, descompassos, desencontros, abismos e silêncios são palavras do passado, de um momento distante, do fim.

Se dê uma chance. Se permita cometer erros e aceitá-los, mudá-los, sem abaixar a cabeça, sem ter medo, ser mais você.

Abra seu coração sem regras. Aprenda o valor das coisas, conheça o seu valor.

Não perca a verdade. Não esconda sua essência.

Não se entregue à saudade. Estenda a mão para o amor. Seja intensa, seja espontânea, seja feliz.


Deixe a porta aberta, nunca se sabe a hora, tudo pode acontecer... A vida é uma caixinha de surpresas.



É Natal! Renove-se.
Seja bem vindo ao novo!
Beijos

Lud Figueira

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Última Regra: Não tenha regras!

Relembrando as regras:



1- Seja sempre sincera
2- Não se envolva
3- Não passe vontade
4- Mantenha o foco- Saiba o que você quer
5- Nunca duvide da sua intuição
6-Espere o primeiro contato-Fique longe do telefone
7- Supere sempre as expectativas
8- Saiba conquistá-lo
9- Mantenha sempre o bom humor
10- Pense antes de falar

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Essa regras começaram, depois que conheci uma cara que faz regras, mas são regras de homens, feitas entre os amigos. Decidi então fazer regras para o mundo feminino. Mas, depois de muito pensar, hoje vejo que o melhor é viver sem regras, ser espontânea, dizer a verdade, e principalmente: Não fazer jogos!

Porque a gente tem que sempre pensar no outro, na situação, em tudo? Quem pensa na gente? Injusto esse mundo dos jogos do amor, injusto a gente parar de fazer o que tem vontade por medo de não agradar ao outro! Como assim? Desse jeito o outro nunca vai nos conhecer como somos! Ninguém quer pessoas perfeitas, as pessoas buscam alguém diferente, buscam sair da mesmice, buscam alguém que as surpreendam!

Tenho milhões de exemplos de joguinhos entre homens e mulheres, mas para quê vou contar à vocês? Tenho certeza que vocês conhecem muito bem esses jogos: Onde um sempre sai machucado e usado.

Eu acredito que existam pessoas interessadas num relacionamento saudável, light, espontâneo e sem jogos. Se todos acreditarem, se você der o primeiro passo para acabar com esses jogos, você estará plantando um pouco de felicidade em sua vida. É verdade. A gente precisa parar de reclamar, a gente precisa se mexer! Dane-se o carinha! Dane-se que ele não ligou, que ele não fez! Ligue você, faça você, e se ele não a quiser ao menos você partirá logo para outra e não ficará esperando algo que o outro não pode te dar!

Outro dia estava conversando com uma amiga muito querida que me disse: "Lud, descobri o grande mistério dos homens, é o seguinte:- A gente pode ligar, pode transar com eles, pode procurá-los, a gente pode fazer tudo! Menos uma coisa: A GENTE NÃO PODE DAR SEGURANÇA PARA ELES!"

Exato. E, na verdade, nem eles podem dar essa segurança para a gente. Mas, o outro pode dar carinho, pode ser gentil, pode ligar, pode nos surpreender. Esse suspense sobre o sentimento do outro no começo, é até gostoso. Mas, não podemos fazer com que vire algo doentio, algo ruim, algo manipulador.

Não sigam regras, sigam o próprio coração!

Beijos

Lud Figueira

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Delícias do primeiro encontro

Não tem nada mais gostoso do que você sair com aquele flerte que há tempos mexe com suas estruturas. Já rolou altas conversas, sorrisos para cá; sorrisos para lá, conversas ao telefone, os amigos já sabem que entre vocês está acontecendo ou melhor; está prestes a acontecer alguma coisa, até que o tão esperado encontro sai do virtual para o real.

Nada como marcar num barzinho para descontrair o ambiente. Marcar em locais públicos, de preferência num bar descolado, nos deixa mais tranquilas, relaxadas. Até mesmo para o cara: Nada agradável o cara sentir a mulher nervosa, ou incomodada com alguma coisa.

Chopinho, vodka, um álcool para os dois ficarem relaxados. Conversinhas ao pé do ouvido, elogios, olhares que só faltam nos deixar nuas, e o melhor: Aquele clima, aquela ansiedade e ao mesmo tempo medo da química. Será que vai rolar uma química maneira? E o beijo? Rola um certo pânico, até porque imaginem a situação: O cara é uma delicinha, o papo é maneiríssimo, o clima está perfeito, a única coisa que falta para marcar o gol é rolar aquela química que nos atropela, aquele beijo descompensado; e se não for bom? É sem dúvida aquele balde de água fria.

Mas também, quando rola a sintonia perfeita onde tudo é mais que perfeito, é uma sensação maravilhosa. Um encontro de almas, uma paixão intensa, um medo prazeroso.

Caso aconteça o contrário, é uma pena, mas ainda bem que a fila anda!

Beijos

Lud Figueira

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A resposta

É só não esperar encontrar a pessoa, para encontrar... Que coisa!!!

A palavra que melhor define a situação é: Chocada. Sim, estou chocada.
É bem verdade que toda ação, pede uma reação, mas dessa vez não houve nada, por mais incrível que pareça, o silêncio se fez presente.

Falei. Falei tudo, cara a cara, no lugar errado, na hora errada, no clima mais horrível possível. Depois? O outro foi embora, do jeito que homem dá balão em mulher: - "Então, vou ao banheiro e já volto! Inacreditável, chocante, inesperado. Mas, juro, foi o que aconteceu.

Nesse momento era para eu dar pulos de alegria, pois ao menos consegui falar tudo, mas confesso que estou decepcionada. Talvez por isso que eu adiara tantas vezes essa conversa, previa um final ruim. Intuição de mulher é "batata".

Mas uma coisa eu estou sentindo, estou me sentindo mais leve. Tenho a impressão de ter tirado um peso enorme das costas. Quando falo que estou decepcionada, é porque eu esperava qualquer reação, qualquer atitude, menos essa covardia, essa falta de atenção, essa falta de tratamento! Nossa! É muito difícil entender o outro.

Não precisava ter sido assim, dessa forma, até porque, acredito que em todos os momentos houve verdade, mas acho que foi tudo um grande desencontro, de repente, um grande mal entendido.

Bom, ao menos foi resolvido. Ao menos, consegui vencer o terrível medo de falar.
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Obrigada pelos email sobre o blog!
A atenção e o carinho de vocês conta muito!
O texto anterior foi uma radical exposição sobre mim, mas apenas para mostrar que sou uma pessoa como vocês: Tenho meus momentos ruins, os bons, mas nada como dar a volta por cima.
O próximo texto voltará com seus assuntos normais sobre o fantástico mundo complicado dos relacionamentos!

Beijos

Lud Figueira

domingo, 7 de dezembro de 2008

Uma despedida elegante

Como diria um querido amigo meu, esse final de semana foi TRASH. Aconteceram muitas coisas desagradáveis, que infelizmente pessoas teimosas como eu, se forçam a passar por tais situações para ter certeza que é verdade o que está acontecendo.

Minha semana foi uma loucura, poucos sabem, mas estou terminando o curso de jornalismo, e, durante a semana que se passou, entreguei minha monografia- Batom na Tela- Análise de dois blogs femininos. Ainda estou tensa, pois só vou defendê-la semana que vem, então vocês podem imaginar o tamanho do meu nervosismo.

Para abalar um pouco mais as minhas estruturas, há cerca de três semanas, reencontrei um caso mal resolvido, daqueles que nunca se falou nada, mas basta os olhares se cruzarem para tudo acontecer.

Pois bem, voltando ao passado, há cinco anos atrás eu vivi as aflições e ilusões do primeiro amor. Mas, foi um caso mal resolvido, que o tempo custou a passar, mas de uma certa forma, resolveu-o para mim. Prometi para mim que resolveria meus "casos" e não deixaria mais se tornar algo sem definição, algo sem palavras, algo onde só houvesse movimentos.

Mas, a grande verdade é que nunca consegui falar. Tenho medo das palavras ditas, dos DRs (discutir relacionamentos), acho que sempre tive medo de ouvir a verdade do outro. E o pior de tudo, coloquei na minha cabeça um modelo de perfeição de mulher que hoje, sei que nunca chegou perto do modelo da Ludmila- Sempre fui a mulher que não trazia problemas, nunca ligava, nada pegajosa, diria até um pouco fria, e uma verdadeira amante na cama.

Com o tempo, acabei achando que ser assim, era o melhor. Afinal, como todo mundo vive a fase do egoísmo, do pouco caso com os sentimentos do outro, ser assim era uma maneira de me defender, mas hoje percebo que sempre vivi na sombra dos relacionamentos, na superficialidade das emoções, no estilo Cinderela- com hora para acabar a festa.

Esse ano, cometi todos os erros. O primeiro foi me apaixonar por alguém que tinha escrito na testa: Problemas! Para vocês terem noção da minha sorte, o ser amado em questão apenas, vejam bem, apenas, havia acabado de terminar um namoro há poucos dias; um simples namoro de 7 anos. Simples assim.

Claro que qualquer pessoa normal, teria saído correndo, colocado a cabeça no lugar e jamais se envolveria com uma pessoa numa situação dessas. Mas, eu, alguém que poucos sabem, intensa apaixonada, aventureira, sonhadora e maluca, não me importei com esse simples fato e fui apenas, vivendo, na minha, deixando rolar.

Estabeleceu-se o seguinte: Nada de telefones (tipo um acordo velado), nada de dia seguinte, apenas o aqui e o agora, quando se encontrar, quando se esbarrar por aí, vemos como fica.... Ok. Aliás hoje em dia, os casos são assim mesmo: aquele momento sublime e depois, bom depois é tocar sua vida e esperar pelo próximo.

Tudo bem. Como sou uma pessoa estranha(nunca namorei e confesso que há até pouco tempo tinha verdadeiro pavor de relacionamentos) para mim, estava boa essa situação, até eu vir a me apaixonar. Mulher quando se apaixona, perde o controle, perde a direção e começa a fazer coisas que o outro não espera. No caso em si, eu me apaixonar era quase a morte para essa tentativa de relacionamento, pois a última coisa que o outro queria, era se apaixonar por alguém.

Vivi na sombra e no silêncio. Vivi na espera. Houve ligações mal sucedidas, beijos descompensados, tentativas frustradas de se chegar a um denominador comum, aquele lance de esperar os "gnomos" marcarem os encontros inesperados, muito frio na barriga, muito álcool para conseguir descontrair o ambiente, muitas lágrimas nos dias que se passaram, muitos sonhos, momentos que só uma colecionadora de momentos pode avaliar.

Claro que, como tudo na vida, chegou a hora do: CHEGA!. E final de agosto, depois de um encontro num evento desses de música eletrônica- os melhores eventos são de música eletrônica- depois de mais uma noite de palavras bonitas, arte e muito suor, vi que era apenas um caso de uma noite e nada mais. Decidi esquecer e ficar longe. Com isso, comecei a dar oportunidades para novas pessoas entrarem na minha vida. Nada como novos possíveis amores, para esquecer velhos possíveis amores.

Foi o que eu fiz. Conheci novas pessoas, novos beijos, novas camas. Me joguei nos eventos, nas festas, na diversão. Até que, aquele caso estranho tinha sido esquecido, nunca mais lembrei, nunca mais falei e relaxei.

De repente, depois de dois meses, o que acontece: Encontro com o tal caso estranho. Meu coração salta pela boca, minhas pernas tremem, meu estômago revira, minhas mãos ficam geladas, minha boca seca... Êpa, Êpa Êpa! O que está acontecendo?! E a terrível conclusão:- "Não o esqueci, jamais o esqueci, meu semtimento por ele apenas estava adormecido, ele ainda mexe comigo."

Terrível conclusão. Acho que meu sentimento por ele estava de férias porque quando voltou, voltou com tudo. Mas também, agora eu estava menos compreensiva, menos submissa, menos legal. Agora estava mais disposta a acabar com silêncios, a falar a verdade, estava disposta a dizer a que vim, o que quero e quando quero. Mas quem disse que mulher apaixonada consegue dizer não? Consegue se impor? Consegue honrar com palavras, aliás, quem disse que mulher apaixonada têm palavra? Têm credibilidade dos outros?

É isso. Me permitir enxergar o outro e a ver claramente suas atitudes, e vi que por ele, estava me deixando ser usada, que para ele eu era uma doce e deliciosa noite, uma linda e boa "garota" que tudo aceitava e nada falava. Ou seja, uma boba apaixonada.

Mas antes de chegar a essas tristes e reveladoras conclusões, tomei uma atitude que difícil para mim foi. Como não tenho coragem de falar, sou péssima com palavras faladas, resolvi, voltar a adolescência e escrever uma carta, traduzida para os dias de hoje, um email. Aprovado pela equipe das amigas unidas e presente e a par sobre toda a longa história, mandei.

Apesar de tudo, o ser amado sempre se mostrou ser muito sensível, aliás, não é todo mundo que possui sensiblidade para fazer desenhos incríveis, telas maravilhosas, artes que só quem tem coração dançante consegue interpretar.

O email não pedia uma resposta, mas pedia algo do tipo: Ok. recebido o email. Pedia um sinal de vida. Nada aconteceu, nada houve. Depois de cinco dias, a minha resposta veio em forma de um encontro inesperado, na magia da noite, sob os efeitos do álcool, sob o calor do momento.

Mas uma vez fui uma fraca, sem palavra, e acabei no mundo encantado do ser amado. Ouvi palavras lindas, pedidos românticos, tudo perfeito, magicamente perfeito. Voltei para casa ouvindo Lauryn Hill, com o coração soltando fogos.

Mas, mesmo passando mais um momento, eu sabia que nada mudara, e meu coração por mais radiante que estivesse, estava na verdade apertado, preocupado. Bom, decidi fazer uma ligação para saber se o ser amado ia na festa de uma amiga em comum, qual foi a minha surpresa??? Mas uma vez não houve resposta. (um dia eu explico sobre a síndrome do telefone)

Relaxei. Afinal de contas era sexta-feira, e havia duas possibilidades: The Week (o inferno adorável) ou uma festinha na Barra da Tijuca de surf( na verdade tem um nome, mas, agora não me lembro). A festinha na Barra foi descartada na hora, afinal, era quase certo encontrá-lo. Então me encaminhei para a outra opção, que neste dia me pareceu uma das maravilhas do mundo. Ao chegar na The Week, meu telefone toca e adivinha: Minha amiga me dizendo que minha previsão estava correta. O ser amado estava na tal festinha.

Pronto. Já entrei no lugar com cara de ontem, e precisei recorrer ao álcool para a noite ganhar outra cara. Encontrei amigos, me forcei a sorrir e a dançar. Minha vontade era ficar com o primeiro que aparecesse, mas não consegui. Até que a minha amiga sai da tal festinha e vai me encontrar na The Week. 5 hs da manhã, já totalmente sóbria, com uma dor de cabeça daquelas, encontro a minha amiga. Ela vira para mim e fala que ele estava na festa sim, com uns amigos e até onde ela viu, o ponto alto da noite foi um beijo no pescoço que ele recebeu. Depois disso, ir para casa era o melhor que eu tinha a fazer.

Para meu azar, o red bull me fez levantar cedo. As lágrimas percorreram meu rosto o dia todo. Não pelo ser amado, mas por mim. Pois eu era a culpada por deixar a situação chegar a esse ponto. Porque meus relacionamentos me faziam tão mal? Porque eu sempre espero uma atitude do outro? Porque eu só gosto de quem não gosta de mim? Passei o dia me fazendo essas perguntas clichês e numa tristeza de dar dó. Mas, ontem foi aniversário de uma das minhas melhores amigas, não poderia sequer me fechar no quarto e tentar dormir para só acordar hoje. Além do mais, essa era a tal festa que de repente o ser amado fosse.

Fiz aquela super, hiper maquiagem, que esconde qualquer vestígio de olho de sapo ou cara inchada. Coloquei uma roupa e sem perder a classe e a elegância de sempre. Cheguei a festa, mantive a descontração e tentei relaxar. Até que eu vi o único amigo que o ser amado poderia ter ido junto, e esse amigo chegou acompanhado de outra pessoa, o ser amado, não foi.

Fiquei sabendo que esse tal amigo não o chamou. Eu, solicita, fiz novamente um teste. Liguei para o ser amado- Minha surpresa? Dessa vez o celular chamou, mas não fui digna de ser atendida. Deixei recado avisando sobre a festa. Vocês me retornaram? Não, nem ele.

O ponto alto da noite, foi uma conversa que tive com esse amigo dele, onde eu ouvi: "Você é uma mulher como poucas. Você tem classe e elegância, pode conseguir qualquer homem, desde que mude a sua postura, mostre uma postura firme, segura. Caso contrário, todos os homens montarão em você."

Depois disso, me despedi da minha querida amiga e fui embora, para casa.


O tempo é o melhor remédio para curar feridas, decepções. Eu, não posso mais compactuar com esse tipo de relacionamento nocivo, com esse pouco caso, com essa falta de consideração. Amor, carinho, gostar, não se pede. Ou a pessoa têm para dar, ou não têm. Essa história já tinha seu fim decretado no início, mas pela minha teimosia, adiei esse fim. Agora, por bem ou por mal ele chegou. Lamento, lamento de verdade ter passado pela mesma situação de anos atrás, é sinal que não aprendi nada com a relação anterior.

Não se calem, não se submetam aos jogos perversos do amor, saiam da sombra e encarem a verdade! Sejam autênticas e verdadeiras com vocês, dediquem seu amor a quem realmente mereça.

Bom domingo,
Beijos

Lud Figueira

sábado, 6 de dezembro de 2008

Regra número 10: Pense antes de falar !

Ainda sinto o cheiro da esbórnia. O Red Bull não me deixou dormir, a ressaca veio sem piedade, e a lembrança do que aconteceu não me deixa seguir.

Desapareci e topei qualquer buraco, qualquer lugar em que você não estivesse. Sou tola e apaixonada, não consegui trocar beijos, não consegui falar com ninguém, não consegui esquecê-lo num copo de álcool. Quando passei para outro plano astral, uma alma amiga me chamou à realidade e contou-me uma cena, uma cena que você protagonizou ao lado de outra, em outro lugar, naquela mesma noite em que meu coração prevendo tristezas, já tratava de esquecê-lo.


Nas cenas que se seguiram, mostrei minha falta de palavra, minha fraqueza, ao não saber falar Não. Entrei num ciclo vicioso e não sei como sair, não sei entender o que acontece, não consigo mais disfarçar minha decepção com a nova face mostrada.

Quem é você?

Porque enganas com suas palavras bonitas, seu olhar cativante, seu jeito sedutor?
Porque fala coisas na hora, na magia do momento, e depois some, desaparece, faz com que aquele momento tenha sido sem valor, vazio?
Porque?

Complicado sair daquele encontro de olhares, daquela boca se aproximando de outra boca, e não se envolver, e não se entregar. Mas há palavras ditas, conversas ao pé do ouvido, que são uma espécie de música constantemente na tecla para repetir, que nunca esquecemos, e são aquelas faladas pelo outro sem pensar; pois as próximas atitudes não combinam com as palavras trocadas, com o momento que se viveu, se guardou.


O próximo passo, é continuarmos trabalhando para tornar nosso coração uma pedra, comprar um escudo contra as palavras mentirosas, os momentos superficiais e saber dizer NÃO.

Pensar antes de falar evita decepções futuras.

Beijos

Lud Figueira