terça-feira, 30 de junho de 2009

Muito Romântica

"Não tenho nada com isso nem vem falar
Eu não consigo entender sua lógica
Minha palavra cantada pode espantar
E aos seus ouvidos parecer exótica
Mas acontece que eu não posso me deixar
Levar por um papo que já não deu, já não deu
Acho que nada restou pra guardar ou lembrar
Do muito ou pouco que houve entre você e eu"


O Círculo - Muito Romântico

É isso. Minhas palavras escondi dentro de mim e para você eu não as procuro mais. Uma vez que se perde o respeito, se perde todo um sentimento, se perde tudo, nós mesmos nos perdemos. Seja qualquer tipo de relacionamento, sem respeito, dificilmente terá um amanhã.

Fico tentando encontrar respostas para tamanha indiferença, para tanto pouco caso por alguém que o único erro foi se apaixonar por um coração que ainda não aprendeu a amar.

Sinto um grande desconforto, pois para manter a palavra dada, preciso me livrar de qualquer resíduo que a sua passagem pela minha vida possa ter deixado. É nessa parte que vou precisar da força que não sei se tenho, da força que toda mulher apaixonada esquece e se sujeita a situações cliches de falta de amor próprio e depois não encontra o caminho de volta e se perde na identidade do outro, na cegueira por um sentimento que tal não sente o mesmo.

Admiráveis os amantes que conseguem passar por cima do sofrimento, das lágrimas e se impõem diante das situações desfavoráveis do mundo dos relacionamentos. Esses descobrem o caminho para a felicidade mais cedo, pois valorizam seu amor, seu coração e sabem a hora certa de ir embora, de sair de cena, de abandonar o barco.

Por causa da minha falta de palavra, do meu "mole" coração, deixei você fazer tudo, me destruir ao máximo, e só depois de chegar ao fundo do poço, ao pior nível, eu ao menos consegui susurrar- " Não quero mais. Estou pedindo para sair..."

Agora estou passando pela pior parte. Agora estou dependendo da ajuda do passar das horas, nada como o tempo para aliviar tensões e mostrar novas perspectivas do amanhã tão esperado... Depois da tempestade sempre aparece o sol, o difícil é esperar...

Beijos

Lud Figueira

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