sábado, 4 de julho de 2009

Apenas mais um romance...

Posso falar? Não, não se preocupe. Minha conversa é de outra forma, é seu coração quem vai ouvir. Serei breve, eu prometo.

Como o ser humano consegue coisas incríveis. Me diga a mágica que tal consegue fazer uma pessoa desaparecer sem deixar rastros, sem deixar lembranças, sem deixar cheiro, um fio de cabelo?

Qual foi o ponto de partida? Da onde saiu essa força de pensamento, essa atitude fria, essas palavras silenciosas?

Desculpa. Já estou aqui denovo, falando sem parar, fazendo mil perguntas... Mal o deixando respirar... Ok. Vou começar denovo.

Se lembra do seu primeiro sorriso para mim? Aquele, em frente ao mar, o primeiro ao me conhecer, o culpado por todos os acontecimentos que se seguiram, o irresponsável e criativo escritor de toda uma história...Áquele que eu vi muitas vezes sendo dado para outros rostos, conquistando novos corações, roubando inocentes sentimentos, tirando a paz de vidas sonhadoras...

Ah... Momentos, risadas, lágrimas, abraços, emoções para tão pouco tempo. Intensidade e ansiedade, unidas por um só desejo, uma só fome, uma só vontade, um só gostar...

Todo carnaval tem seu fim. Toda ilusão acaba. Nem todo romance tem seu final feliz...

Me pergunto quando que a música parou de tocar. Em qual estação nos perdemos. Onde foi que erramos o caminho...

Mas sempre acabo sozinha num quarto escuro rodeada por achismos, idéias perturbadoras, fantasmas cabulosos que não me deixam em paz, que me sugam e me levam para escuridão do silêncio de olhar, do olhar gélido e sombrio, que me rouba a alegria, a esperança em dias melhores...

Me perdi no tempo, me permitir pensamentos ilusórios e vontades ofegantes. Confesso toda minha culpa, toda a minha grande culpa no mundo preto e branco.

Noites perdidas em idéias desconectadas. Corpo incansável, mente em movimento, sem tréguas, à espera de um novo amanhecer, de um beijo roubado.

Me despeço de um início que não chegou, mas de um fim esperado.

Sem mais palavras,

Lud Figueira

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