quinta-feira, 23 de julho de 2009

Direto da terra das trevas....

Amigos,

Esses meses eu andei meio ausente, mas por um bom motivo: Estudar inglês.

Vim parar aqui na Irlanda, em Dublin, um lugarzinho que só faz chover e frio.

Longe das praias cariocas, da família e dos amigos queridos, aprendi muitas coisas. O primeiro esse lance de lidar com a saudade, depois a difícil tarefa de aprender uma língua que não me atrai, que acho fria, sem emoção e o mais complicado: Morar com pessoas que nunca havia visto na vida e aprender a conviver com defeitos e diferenças.

Agora que faltam 35 dias para voltar, posso fazer um saldo do que foram esses seis meses longe de casa e logo adianto que foi uma experiência essencial para meu desenvolvimento e para meu amadurecimento.

Posso dizer que estou concluindo uma etapa que achei por muitas vezes que não conseguiria. É muito difícil, ainda mais uma mulher, sozinha, sem conhecer ninguém em um lugar muito, muito diferente de tudo e distante de todos.

Mas, como o blog é sobre relacionamentos, não vou me demorar mais falando sobre minhas aventuras e desventuras em terras dublinas e vou direto ao assunto:



Homens e Mulheres


Na Europa, no Brasil, não importa é tudo igual. Nos meus dois meses na casa de uma família Irish, lembro que por muitas vezes minha host vinha falar sobre os dilemas amorosos dela, tentando saber porque os homens são tão egoístas e tão indiferentes ao amor. Depois me vejo morando com quatro homens e todos me perguntando porque as mulheres são todas iguais, porque elas nunca sabem o que querem e porque são tão complicadas e sempre estam vendo problemas em tudo.

Ou seja, homens e mulheres são iguais. Por isso que um precisa do outro, pois no final, se completam.

Mas a grande arte disso tudo, é tentar entender porque ambos agem completamente diferentes para atingir o mesmo objetivo: Ficar junto.

OK. Não vamos falar no tal joguinho que homens e mulheres fazem o tempo todo. Vamos falar em porque para se proteger a gente age assim? Se proteger? Ah.. para não sofrer...Ué, então porque mesmo assim estamos sempre em crise, estamos sempre sofrendo... De repente está na hora de mudar essa estratégia de jogo, porque acho que no final das contas a gente está na mesma.

Por exemplo. Conheci umas espanholas. Elas não ficam com qualquer um, não beijam qualquer um, mas também, quando beijam vão diretamente para o sexo. Ou seja, elas valorizam o beijo na boca, mas também quando beijam vão até o final (claro que, estou generalizando). Nós não; a gente beija todo mundo e "valorizamos" o sexo... Quer dizer, algumas... Porque hoje em dia, a situação está cada vez mais favorável para o mundo masculino...

O que será que passa na cabeça desses homens? E os espanhóis o que pensam sobre isso? Acho que enquanto para uns isso pode ser estranho, para outros isso é normal...Vai entender...

Conheci também, um menino difrente. Digo menino, porque com 20 anos uma menina já é uma mulher, mas um menino de 20 anos creio que ainda não é um homem. Pois bem, ele me ensinou que nem sempre um momento perfeito precisa de um beijo no final, que às vezes driblar a ansiedade e viver sem esperar é o melhor, e conhecer uma pessoa, muitas vezes, é melhor do que apenas trocar salivas...

São coisas que no "calor" do momento não prestamos atenção, ligamos o botão: Sexo, drogas e rock'n Roll e relaxamos. Mas, ser menos ansiosa às vezes é a melhor opção.

O que mais me chamou atenção foi a vida dupla dos homens. Tudo bem que eu sei, que nós mulheres não somos santa, mas homem também não é fácil....

Os piores foram os que tinham namorada. Um tal de "Oi, amor tô morrendo de saudades!" e depois, ligavam para as outras e combinavam a noite....Nossa! É tão cafona pensar que nos dias de hoje, dias tão liberais, a galera ainda continua tendo essa vida dupla e esse comportamento desnecessário... Enfim, isso vem de muitas décadas, difícil é mudar todo um pensamento e sociedade machista.... Agora mulher fazer isso é vista como "Piranha"... Agora Homem fazer isso é visto como o "Bom", o "pegador"... Fazer o que?



Bom, de tudo isso, posso dizer... "Se chorei ou se sofrir, o importante são as emoções que vivi.... Já diria o Rei...



Beijos
Lud Figueira

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