segunda-feira, 29 de março de 2010

momentos

Permaneci deitada, apesar de acordada, não quis levantar. De alguma forma, eu sentia que precisava continuar ali, ainda, revendo pensamentos soltos, palavras, sentimentos, precisava daquele momento comigo.

Olho para o lado e "estar sozinha", me ver sozinha, foi estranhamente agradável. De repente, uma sensação diferente, uma solução para questões ocultas. E me dei conta de que vaguei por lugares, mentes, corações para achar algo que só eu poderia me dar.

Estou comigo outra vez.

Lud Figueira

domingo, 28 de março de 2010

Tempo Perdido - Legião Urbana

Todos os dias quando acordo,
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo.

Todos os dias antes de dormir,
Lembro e esqueço como foi o dia
"Sempre em frente,
Não temos tempo a perder".

Nosso suor sagrado
É bem mais belo que esse sangue amargo
E tão sério
E selvagem,
selvagem;
selvagem.

Veja o sol dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega é da cor dos teus
Olhos castanhos
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo,
Temos nosso próprio tempo,
Temos nosso próprio tempo.

Não tenho medo do escuro,
Mas deixe as luzes acesas agora,
O que foi escondido é o que se escondeu,
E o que foi prometido,
Ninguém prometeu.

Nem foi tempo perdido;
Somos tão jovens,
tão jovens,
tão jovens.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Trágico e Cômico

Drama, drama, drama. Entre tapas e beijos, entre verdades e possíveis mentiras, entre o certo e o errado, buscamos o entendimento, um convívio suportável, uma alegria sem o precisar das lágrimas, o riso para afastar os fantasmas interiores.

De repente tudo fez sentido. Aquela agitação, adrenalina, aquele medo...É, lembra do medo? O fantasma que assusta qualquer sentimento? Por um momento nem me lembrei dele. Pois é, acho que ele deu uma folga... Tive a sensação que se ele voltasse, conseguiria esmagá-lo. Acho que tomei um banho de verdade e claro, realidade. Uma coisa é amizade outra são assuntos do coração. É sempre bom não misturar as estações...

No placar, 1X1. Justo. Afinal, o jogo é pelo mesmo objetivo.

Lud Figueira

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ação x Reação

"Foi numa noite de lua bonita, de música misturada e de corações desencontrados que, no meio de tantas bocas, tantos corpos, duas pessoas estabeleceram uma comunicação, uma descoberta..."

É preciso pensar com bastante atenção. A dúvida é um sentimento normal, mas até quando vou me sentir mal por tal escolha feita? De fato, quando temos um problema, procuramos resolvê-lo da melhor forma possível, geralmente é assim. Mas e quando tomamos uma decisão e com o passar dos dias nos sentimos cada vez pior, com a impressão que o "problema" não tem nada de resolvido e, sim: Me tornei responsável, prisioneira de um sentimento que por mim não é aceito, não o vejo como real e todas ás vezes que tenho chance sou hostil e tento espantá-lo para longe de mim.

Vai "passar"...

Lud Figueira

terça-feira, 23 de março de 2010

Medo X Amor

Sim, esse é o meu maior sonho. Viver esse tal de "amor" que tanto falam, ouvir de alguém as deliciosas três palavras e gritá-las sem medo para o mundo. Quem é que não quer encontrar a sua metade da laranja, seu abraço seguro, seu cobertor de orelhas, seu beijo interminável? Que delícia pensar no quanto pode ser possível encontrar e viver essas desventuras do tal amor.

Mas, é preciso confessar que ainda me vejo como a vítima preferida do rival desse tal amor, sou vítima de ilusões, mentiras e dos momentos sem continuidades. Por mais que eu fale da minha culpa, a desilusão fez morada em meu coração e por mais que o "pobre" não se canse de acreditar nesse tal do amor, eu tenho medo, confesso: Sinto medo, muito medo.

Medo de me apaixonar e não ser correspondida, medo de levar à sério o que venha ser apenas uma brincadeira, medo de dar asas para palavras em vão, medo de acreditar num olhar que possa estar mirando o vazio, medo de ter mais um momento para colecionar, medo de ter mais uma experiência, medo de sentir que nada valeu a pena, medo de ter arriscado no vazio, medo, medo, medo.

Ok. Vamos diminuir o drama, o clichê da pobrezinha que nunca amou e nunca foi amada. O objetivo disso tudo é dizer que ás vezes é preciso PARAR. Ficar com o coração vazio, com a mente só em si próprio, em projetos profissionais e ponto.

Criei uma barreira super protetora. Mas vi que ela poderia ser quebrada, ao falar, ao ver, ao sentir... Pequenas mudanças no meu dia a dia que ao levar na "boa", me fez ficar a beira de um surto e mais uma vez o medo me afastou de, de repente, conhecer o tal do amor.

Seja o medo (o que me afasta) ou a impulsividade (que me faz arriscar, surtar), seja o drama (os porquês, as queixas) ou a razão (os poucos momentos de "pé no chão"), não sei. Sei que ainda NÃO aprendi a colocar todos esses sentimentos ordenados dentro de mim.

Essa loucura interna, essa complexidade que afasta a "simplicidade", esse jogo de palavras ambíguas, me tiram o brilho, me apagam, me transformam em alguém que não sou, em alguém que não quero ser...Faz qualquer "paciência de elefante" ir embora.

Por isso, sofro por antecipação, desisto sem tentar, fujo ao sentir os primeiros arrepios, a primeira dor... Dou lugar a uma covardia sem limites, mas por "achar" que estou cuidando do meu coração e, com essa atitude, ponho para fora os "maus" e os "bons". Ou seja, estou arriscando acabar só, com a solidão. É um risco.

Por algum tempo, a lembrança me fará companhia. Mesmo que eu lute para tirá-la todos os dias do meu pensamento, eu sei que "ela" se fará presente.

Só mesmo o tempo para mudar, para "me" mudar...

Saudade do que deixei de viver pelo medo.

Lud Figueira

sexta-feira, 19 de março de 2010

Falling Slowly

Uma planta, para crescer forte e bonita, precisa de cuidados. Cada dia que passa, você vai lá e rega um pouquinho, não é? Assim deveria ser nos relacionamentos. Para não pular etapas, para afastar a ansiedade e, de repente, construir uma bonita e sólida história de amor, é necessário conhecer o outro cada dia um pouquinho, se apaixonar pelo outro, por cada pedacinho e depois de tudo, se entregar sem reservas ao iníco, de quem sabe, uma linda história de amor.

Deixando esse "meloso" tom de romantismo gritante do parágrafo acima de lado, que bom seria se apaixonar aos poucos, conseguir domar essa "fera" faminta que nos deixa do avesso, troca nossa razão de lugar, nos coloca fora de rumo, fora do ar e acabamos burros e cegos por um desejo incontrolável, uma insanidade comprovada e metemos os pés pelas mãos. Clássico, não?

Claro que "surtar", às vezes, pode ser legal. Mas, no momento, manter a cabeça e o resto no devido lugar é o melhor a fazer.

Lidar com o desconhecido ao mesmo tempo que é excitante é, também, perigoso. Ás vezes você sai de um caso de "paixonite aguda" desenfreada com sequelas para toda uma vida. Então, "se proteger" não quer dizer deixar de viver, quer dizer, buscar uma "segurança" no tempo, numa convivência dia após dia, acompanhando todo o crescimento de uma relação, de um romance, de uma paixão e quem sabe de um amor?!

Parar e tentar decifrar esse código indecifrável que o amor tende a nos confundir, parar e dar ouvidos ao sentimento não camuflado, a verdade, sentir, entender, esperar e saber valorizar ao ganhar, ao receber.

Entender as mudanças de sentimentos, a evolução de algo que, depois de muito esforço e dedicação valeu a pena.

Deitar a cabeça no travesseiro e pensar com carinho naquele, na razão dessa emoção que transparece e dá asas à imaginação.

O "cofre" encontrou alguém com potencial para desvendar o código. Será que acertará a combinação? O código para abrí-lo?

Mais uma deliciosa questão para o nosso amigo "tempo" nos dizer...


Lud Figueira