domingo, 19 de setembro de 2010

Uma Conversa vale mais do que uma "Ficada"?


Vale.

“Inebriada pelo champagne e pela fumaça do cigarro fui surpreendida pela chegada de três cavalheiros. Todos bem diferentes possuíam em comum a amizade. O primeiro escondia a cara de menino levado na timidez de um homem formado, o segundo possuía uma simpatia inegável e o terceiro, falava com os olhos. A noite seguia embalada por assuntos sobre relacionamentos, entre eles: “Cada homem tem uma preferência”, “Não adianta generalizar” e cada um seguia falando sobre sua opinião sobre as mulheres. Preciso confessar que o lugar não ajudava muito e por mais que a conversa e a companhia estivesse boa, dois dos três cavalheiros foram embora, deixando o cavalheiro que falava com os olhos a sós, comigo. O cavalheiro que ficou poderia ser classificado como aqueles homens fortes, sedutores e que dificilmente terminam a noite sozinho. Mas, a primeira lição da noite foi: Cuidado com julgamentos, nem sempre o que parece ser, é. Continuemos. O tal cavalheiro me afastou das outras pessoas com suas palavras, histórias que me prenderam de tal maneira que quando me dei conta já havíamos saído do lugar que estávamos e agora o cenário era um banco em frente ao mar. Eram duas pessoas desarmadas, apenas se conhecendo. Vida, família, profissão, amores. Passamos por todos os assuntos e num determinado momento me senti íntima daquele homem. Parecia que já o conhecia há séculos. Não posso deixar de falar que, ás vezes eu perdia o foco, pois o sorriso e o charme tentavam desviar as palavras que saiam daquela boca. Mas, conseguia me recuperar rapidamente. Depois de um tempo, olhei para o relógio e por mais alguns minutos, o sol ia começar a nascer. Num piscar de olhos, me levantei e disse que precisava ir embora. Acabei o deixando sem ação, diante da minha forte decisão. Fiz um sinal e rapidamente um táxi parou. Dei-lhe um abraço e parti.”

A jovem do texto acima foi surpreendida pelo rumo inesperado e agradável da noite. E, naquele táxi, o sorriso estampado em seu rosto a fez companhia de volta para casa.

O texto acima mostra que geralmente “ficamos” e depois conhecemos as pessoas. Trocamos carinhos e beijos pela atração dos corpos, pelo tesão. Como deve ser bom sair dessa rotina noturna previsível, não acham?

No caso, nossos dois protagonistas poderiam até ter algo em mente, mas foram surpreendidos por uma vontade de conhecimento ao invés de “se auto explorarem”. Isso foi sem dúvida o grande diferencial da noite.

Surpresas....

Beijos

Lud Figueira

@ludfigueira

Um comentário:

Jay disse...

Concordo.

Uma conversa vale mais que uma ficada.
Quem dera que todas as vezes pudessesmos ter a oportunidade de conhecer assim alguém, que as intenções fossem mais implicitas e se revelassem aos poucos. Que o beijo fosse consequencia de uma boa conversa. Trocas instantaneas de caricias não nos deixam tão inebriadas como uma noite aproveitada ao maximo com essa sedução mutua em palavras.