segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Nada acontece por acaso

"Quando avistei os amigos, meu coração disparou. Será que seria uma noite de ação? Romance? Ou de decepção? Secretamente eu agradeci. Depois das "cartas na mesa", da falta de palavras, não sei se gostaria de vê-lo. Não sei se gostaria de encontrá-lo numa noite com riscos de vê-lo nos braços de outra ou se conseguiria apenas cumprimentá-lo e ir embora. Não sei o que aconteceria. Ainda mais quando essa pessoa consegue dizer as coisas mais inacreditáveis sorrindo... Nada acontece por acaso".

"Seu marido ia entrar, mas desistiu..." dou uma risadinha sem graça e entro na brincadeira: "Meu estado civil ainda é de solteira...". Mas tarde: "As histórias que ele te conta são as melhores, né? Ele é incrível! Naquele dia que eu liguei para ele as oito horas da manhã, ele disse que você queria matá-lo! hehehhehe ele é muito engraçado! Consegue contar uma mentira sorrindo!".


Por hoje é só. Aquele lugar estava lotado. Muita gente conhecida, muito calor e o show do Toni Garrido iria ficar para outro dia. Queria minha casa, minha cama e meu travesseiro. Queria entender o que eu estava sentindo, o que meu coração tentou me dizer e quais os estragos as palavras ouvidas me causaram.


Um vazio me atinge. Deixo para pensar depois. Quer dizer pensar em que? Talvez no lugar dele agisse da mesma forma. Qual o homem que não quer uma mulher bonita para encontrar às vezes e passar um bom momento? Pra que dia seguinte? Pra que dar continuidade, se a coisa mais fácil é encontrar pessoas dispostas a viver apenas uma noite? Porque se dar ao trabalho de gostar de alguém? Trabalho? É, virou um trabalho, uma missão, que nem James Bond conseguiria cumprir: Gostar de alguém.

Beijos

@ludfigueira

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Abra seu coração! Mas assuma as conseqüências!

“Como o medo de me declarar, dizer o que estava sentindo era impossível por causa de uma possível rejeição, usei e abusei do meio de comunicação que mais usávamos: mensagens pelo celular. E quando percebi, já estava falando, ou melhor, escrevendo, uma história de sete meses, resumida numa mensagem. Não foi a melhor maneira de se declarar, achei um tanto covarde, mas não tive outra saída. O outro ficou totalmente sem ação, mas me senti livre, mesmo sem uma resposta para meu coração. Terminei esse capítulo e passei a responsabilidade para o outro: Começar outro capítulo ou por um ponto final na história que eu comecei a contar.”

Arquivo pessoal (Lud Figueira)

Não é todo dia que um caso meramente sexual, evolui para um relacionamento sério. Ou seja, onde haja menos suor, conexão de corpos e joguinhos onde ganha quem é mais hábil nas palavras ou nas mentiras contadas e sim, a entrada de um companheirismo, dia a dia, superação de dificuldades em lidar com o outro, sentimentos nobres como amor, cuidado, respeito e confiança.

Muitas vezes perdemos o "time" de impor o que queremos, os limites para tal situação, e quando queremos parar o carro, já é tarde demais: O outro não te leva a sério, não entende sua mudança de comportamento e sai da sua vida, pois as mudanças que você está querendo por em prática não agradam e agora ele (a) já se acostumou ao tipo de relacionamento de antes.

O que acontece: Ele (a) vai embora da sua vida, não atende mais o telefone, some dos sites de relacionamento, e você se arrepende de ter tentado se impor e propor mudanças, pois como estava não era mais legal para você e agora está sofrendo por ter falado o que realmente sentia e de estar sem ele.

Não era o momento de você estar dando graças a Deus de ter se livrado de um ser que não iria te acrescentar mais nada, a não ser mais uns poucos momentos de cama ardente e só? Você se apaixonou, quis mais do outro, quis conhecê-lo, quis evoluir para algo maior do que uma luta de lençóis; mas para o outro, essa relação sem compromisso era o melhor, era a relação perfeita e suas propostas não foram aceitas e por isso ele (a) resolveu cair fora. Mas você pensa:

----Putz! Eu devia ter ficado calada e continuar com o que tínhamos. Por mais que não me fizesse bem, não me completasse, eu o tinha mesmo em migalhas, mesmo que fosse por uma noite e agora não o tenho mais!

Não é uma falta de amor próprio?! Mas chegamos a esse ponto por um desafio interno de querer mudar o que não quer ser mudado, de querer forçar o outro a nos amar, a nos querer. Pura ilusão.

Não compactua com sofrimentos e dramas! Abra o jogo, assuma os riscos de perder o que você não tem! Mas, depende de você: Parar com dramas e encarar que ele (a) não serve para você ou continuar numa vida de sofrimento, ilusão e mentiras.

Saiba seu valor!

Beijos

Lud Figueira

@ludfigueira

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sou apaixonada por você! Mas quero aprender a viver sem você!

“Olhos risonhos, cabelos levemente grisalhos (apesar dos seus poucos 28 anos), uma boca que de olhar me arrepia, um cheiro inesquecível... Bastou um beijo, para meu mundo querer seguir o seu.”

(arquivo pessoal - Lud Figueira)

Quantas paixões por aí temos? Por quantos amores sentidos fomos correspondidos? Quantas vezes falamos que “ele” ou “ela” havia morrido e no dia seguinte lá estava a tal pessoa ressuscitada? Quantas vezes nos tornamos disponíveis? Faça chuva ou faça sol, para quem gostamos nunca estamos offline.

Ás vezes me pergunto se é de um sofrimento que, na real gostamos. Porque sempre desanimamos quando não há nenhum probleminha? Quando o telefone sempre toca? Porque gostamos de uma ansiedade, de uma espera, de um encontro inesperado. Gostamos de uma noite sem limites e de uma manhã cinzenta e solitária.

O jogo fica pesado e percebemos que não vamos dar conta. Ponto para “eles” ou no caso de algum homem com o coração partido (o que é atípico) ponto para “elas”. Gostamos de uma troca de olhares e por mais que uma falta de atitude nos irrite, no final das contas até já nos acostumamos com a danada da “espera”.

Quem sabe amanhã esse cenário mude? Quem sabe amanhã “ele” ou “ela” se dê conta que “eu’ sou o que “ele” ou “ela” sempre quis... Quem sabe....Quem sabe...

Por quanto tempo vamos esperar? Por quanto tempo vamos continuar essa história de um único sentimento? Por quanto tempo teremos uma cama quente e um coração frio? Por quanto tempo? Eu não sei dizer...

Queria ser lembrada (o) por algum momento do dia pelo outro. Que a saudade sentida por minutos fosse pelo meu sorriso, meu jeito de falar, de rir, de olhar, que fosse pela falta de mim e não do meu corpo e não só pelo sexo. Queria que houvesse menos paixão e mais amor; mas carinho e menos calor.

Mas, passamos por isso tantas vezes e mesmo assim nosso coração não aprende. Será que nos acostumamos a sofrer? Será que o legal é ter unhas roídas, coração doente, mente insegura, olhos aflitos e revertérios estomacais?

O radar está quebrado. Precisamos de alguém para levar a culpa dessa mania de querer o que não podemos ter. De atrair o que não nos faz bem. De ser mimados e não aceitarmos que esse jogo já entrou em campo perdido.

Já me acostumei a gostar sozinha. Já me acostumei a viver com sua ausência. Mas ainda não me acostumei a viver sem você no meu coração.

Loucura ou não, essa relação doentia, é a mais clichê e “normal” de se encontrar do que pensamos.

Vale a pena continuar nisso?

Beijos

Lud Figueira