quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sou apaixonada por você! Mas quero aprender a viver sem você!

“Olhos risonhos, cabelos levemente grisalhos (apesar dos seus poucos 28 anos), uma boca que de olhar me arrepia, um cheiro inesquecível... Bastou um beijo, para meu mundo querer seguir o seu.”

(arquivo pessoal - Lud Figueira)

Quantas paixões por aí temos? Por quantos amores sentidos fomos correspondidos? Quantas vezes falamos que “ele” ou “ela” havia morrido e no dia seguinte lá estava a tal pessoa ressuscitada? Quantas vezes nos tornamos disponíveis? Faça chuva ou faça sol, para quem gostamos nunca estamos offline.

Ás vezes me pergunto se é de um sofrimento que, na real gostamos. Porque sempre desanimamos quando não há nenhum probleminha? Quando o telefone sempre toca? Porque gostamos de uma ansiedade, de uma espera, de um encontro inesperado. Gostamos de uma noite sem limites e de uma manhã cinzenta e solitária.

O jogo fica pesado e percebemos que não vamos dar conta. Ponto para “eles” ou no caso de algum homem com o coração partido (o que é atípico) ponto para “elas”. Gostamos de uma troca de olhares e por mais que uma falta de atitude nos irrite, no final das contas até já nos acostumamos com a danada da “espera”.

Quem sabe amanhã esse cenário mude? Quem sabe amanhã “ele” ou “ela” se dê conta que “eu’ sou o que “ele” ou “ela” sempre quis... Quem sabe....Quem sabe...

Por quanto tempo vamos esperar? Por quanto tempo vamos continuar essa história de um único sentimento? Por quanto tempo teremos uma cama quente e um coração frio? Por quanto tempo? Eu não sei dizer...

Queria ser lembrada (o) por algum momento do dia pelo outro. Que a saudade sentida por minutos fosse pelo meu sorriso, meu jeito de falar, de rir, de olhar, que fosse pela falta de mim e não do meu corpo e não só pelo sexo. Queria que houvesse menos paixão e mais amor; mas carinho e menos calor.

Mas, passamos por isso tantas vezes e mesmo assim nosso coração não aprende. Será que nos acostumamos a sofrer? Será que o legal é ter unhas roídas, coração doente, mente insegura, olhos aflitos e revertérios estomacais?

O radar está quebrado. Precisamos de alguém para levar a culpa dessa mania de querer o que não podemos ter. De atrair o que não nos faz bem. De ser mimados e não aceitarmos que esse jogo já entrou em campo perdido.

Já me acostumei a gostar sozinha. Já me acostumei a viver com sua ausência. Mas ainda não me acostumei a viver sem você no meu coração.

Loucura ou não, essa relação doentia, é a mais clichê e “normal” de se encontrar do que pensamos.

Vale a pena continuar nisso?

Beijos

Lud Figueira

4 comentários:

Natália Fontoura disse...

Bom, valer a pena ou não é uma questão delicada. Esse seu texto me parece um dos efeitos colaterais de quando se ama mas não se é amado. Pode acontecer quando apenas um se entrega de corpo e alma (aí sempre tem um mártir para falar que ama pelos dois). Porque eu digo "um dos efeitos" e "pode acontecer" ao invés de afirmar?

Pq nem só amar é ruim. Se me perguntassem: O que é melhor, amar sem ser amado ou ser amado e não amar? Sempre fico com a 1a opção. O simples fato de sentir amor, de gostar honestamente de alguém é sublime. Mexe conosco de uma maneira singular. Não se requisita reciprocidade do ser amado, pois a simples existência do mesmo já deixa o amante em estado de felicidade (mesmo que seja uma felicidade doentia, efêmera, sem porque). A dor da ausência é suprida pelas lembranças, pelas palavras dita.

Se for para sofrer, que seja por amor!

Carol disse...

Sofrer por amor Natália? você realmente acha que vale a pena? se for pelo q a Lud disse nesse post eu duvido muito...e se for pelo q eu ando sentindo é muito pior!
Uma das tantas frases do post que dizem exatamente o que eu vive e vivo tem essa q doeu...
"Já me acostumei a gostar sozinha. Já me acostumei a viver com sua ausência. Mas ainda não me acostumei a viver sem você no meu coração."
É exatamente assim q eu me sinto...e to louca com isso! não devia ser assim......e quando eu cansei disso num certo momento cometi o grande erro de trair a a pessoa que nem o mínimo me dava....dai eu fico pensando....valeu a pena? porque tem mil pessoas pra dizer que sim (De ser mimados e não aceitarmos que esse jogo já entrou em campo perdido.) muito pelo contrário! todos dizem que eu devo seguir minha vida....minha razão sempre perde pro coração....sou assim...nasci e cresci com o coração batendo sempre mais forte!....acho que ser amado e não amar não é pior, mas não é confortável....você ver a dedicação da pessoa e vc não ter a capacidade de retribuir pode não ser nada fácil.....
Sei que o q eu to passando não ta fácil....e nos posts da Lud to procurando um jeito de me curar dessa doença chamada amor!

Porque o amor é uma dor!

Thamires Tajra disse...

Sofre pior que a gente sofre..e quando o telefone toca ou quando a janela do msn pisca a gente se torna fragil e sensivel e conversa e ainda tenta ajudar..mas um dia muda!
A carapuça do texto serviu em mim como uma luva! Bjs linda

juliana disse...

Lud, esse post é perfeito!
Incrivel como a gente se identifica.
Leio hoje, amanhã e depois....
Espero que minha terapia sentimental por aqui, de certo algum dia....hahaha

Beijos!