segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Você tem uma nova mensagem

Ao Senhor Responsável por aquilo que me cativou,

Venho informar que estou imensamente decepcionada pela falta de notícias. Por esse silêncio que só me deixa mais perto do pessimismo e coloca a esperança de dias melhores, esquecida e abandonada em algum lugar.

Claro que, agradeço imensamente por essa inspiração depressiva, pois estou escrevendo cada vez melhor e minha modéstia continua a mesma.

Continuo com meu vício diário pelo mate com limão e aumentei um pouco os cigarros de filtro branco, mas isso é temporário.

Dei uma parada no mc donalds, pois estava ficando com a mesma forma do Cheddar. Além do mais, ir lá sozinha estava me deixando triste. Devorar dois sanduíches em minutos não tem a mesma graça. Tenho ficado longe dos doces e tirei umas férias do chiclete do Ben 10.

O campo profissional está se encaminhando positivamente.

Tenho pensado muito em você. Isso está me deixando tensa, porque não são pensamentos bons. Até porque você sabe que a única que pode ficar em silêncio aqui sou eu.

Minhas unhas cresceram e estão lindas. A minha sobrancelha está magnífica também e troquei o esmalte cinza pelo branquinho.

Não vi ‘enrolados’ porque é romance (estou evitando assuntos românticos). Mas levei minha irmã para passear. Tive um final de semana tenebroso com duas festas familiares (quase enlouqueci), mas eu sobrevivi.

Nem preciso comentar sobre meus terríveis pesadelos. Cada um mais macabro que o outro. Acho que estou ficando boa nisso. Cada história de arrepiar!

Estou morrendo de saudades de você. Isso é normal? Mas é muita mesmo, chega até a me assustar... (estou exagerando um pouco para dar mais ênfase).

Parei de assistir novelas. E filmes como o Homem de Ferro... Ando bem nostálgica.

Não sei como você está. Isso me incomoda e me deixa aflita. Você sabe que não fico muito sociável tensa. Tenho feito um milhão de monólogos, sozinha! E, nem as paredes me agüentam mais.

Tenho ficado constantemente com cara de pato sem calça e de avestruz branco (deixou de ser avestruz queimado, pois ando de mal com a praia).

Outro dia tive uma recaída daquelas e fui até o meu armário e num ato de loucura abracei meu vidro de perfume, aquele que eu usava quando saia com você. Mas, me recuperei e o guardei....

Bom, como você pode ter visto, estou sobrevivendo.

Sigo esperando-o.

Beijos

@ludfigueira

domingo, 23 de janeiro de 2011

Enfrentando a realidade


“Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível...”

Skank- Te ver

No pouco que eu sei sobre o amor (ou o que estou aprendendo), por mais que 'ele' ande de montanha russa 'ele' sempre encontra a volta para casa. Ele se desliga um tempo, mas ele volta, 'ele' dá algum sinal (sinal de fumaça não serve), 'ele' rega aquela plantinha...

Então, qual era o sentimento? Qual será o sentimento? Qual será o pensamento? O que se está pensando?

Ah, já ouviram falar em paixão? Aquela que arrebenta você sacudindo sua vida fazendo uma volta ao mundo, te leva ao desespero e a felicidade em um piscar de olhos e depois desaparece. Assim, rápido como chegou, ‘ela’ vai embora.

E o que seria o amor? A continuidade de um sentimento mesmo que o outro vá morar no Alasca? A tranqüilidade fora do normal de saber que por mais que o tempo passe nada destruiu esse sentimento magnífico que poucos mortais podem usufruir. Será?

Não é nada disso. É o que você acha, é o que eu acho, é o que eles acham. Cada um sabe do seu cada um. Cada um sabe a dor ou a alegria que carrega no peito, cada um sabe dos seus reais problemas e medos, cada um sabe do seu ‘quadrado’.

O mal entendido no coração do apaixonado se dá pela falta de comunicação. Se nenhum dos dois verbaliza o que está acontecendo, cada um tem o direito de pensar o que quiser. Planos e sonhos são desfeitos em segundos assim como paixões e amores são criados, basta um encontro de olhos, uma aproximação intelectual ou um abraço mais demorado... Até em um beijo...

Falou-se em segurança em algum momento. Falou-se em medo e em previsões futuras. Mas esquecemos da falta que o outro iria fazer. Esquecemos do quão difícil seria se desconectar, fingir que nada aconteceu, esqueceu-se de dar o tempo que o outro precisaria ou não. É, talvez seja isso: Esquecemos do tempo.

Lembra da tal maturidade sentimental que falamos outro dia? Difícil tê-la. Geralmente tentamos ser justo (ao menos acredito que seja assim), me importo com o outro, sofro pensando no momento delicado do outro, mas acabamos o comparando com o que faríamos ou não na resolução de algum problema, alguma escolha. Olho o erro aí! O erro de todos nós é justamente querer que o outro faça o que imaginamos e não pensamos no que o outro quer e sim pensamos egoisticamente em o que queremos e ponto final. Nem tudo é como queremos, essa é a lição número um para a nossa sobrevivência.

O aceitar é difícil. Mas é preciso. Muitas vezes esquecemos-nos de prestar atenção ao que o silêncio fala. E o silêncio já mostrou o que você queria saber, é hora de entender, cair na real.

Não se decepcione. Não se lamente. Apenas agradeça por estar vivo e sentir tudo isso nesse momento.

Tudo tem explicação. Assim como tudo tem a sua hora.

Ainda precisamos aprender a árdua tarefa de saber esperar...

Beijos

@ludfigueira

Bomba: Para estourar ou desarmar?


Dá para fugir? Dormir e só acordar quando estiver tudo bem? Posso chamar algum adulto para resolver a questão? Acho que vou ficar em recuperação nessa matéria chamada amor...

Fecho os olhos e tento não pensar em nada. Pensar na morte da bezerra, numa vaca pastando, até em algum drama familiar, mas nada atrapalha esse pensamento fixo, essa ansiedade pelo amanhã, esse silêncio.

Ok. Vamos nos distrair! Não conseguimos. Na verdade, não queremos conseguir, não queremos nos desconectar, não queremos voltar a velhos hábitos, a antigos lugares... Não queremos.

Ok. Vamos tentar conviver com isso! Somos adultos, bem resolvidos e civilizados. Mentira! Sinto o pânico se instalando, o surto chegando, o medo tomando conta e um filme de terror sobre o que está acontecendo aparece em flashes e leva embora toda a esperança de viver um novo capítulo, mudando um ou outro personagem, mas dando continuidade a mesma história.

Nada como a experiência. Admiro pessoas que possuem a capacidade de separar a emoção, sentimentos explosivos e se desconectar para resolver uma questão usando a lógica, a razão. Isso me parece certo e equilibrado. Mas, ainda não passei dessa fase nesse jogo, não consegui achar a saída do: ‘Está tudo bem!’, ‘Nada como um dia após o outro’ ou ‘O amanhã está logo aí’...

Sinto como se eu fosse uma bomba relógio... Tic Tac Tic Tac Tic Tac... Acho que deve ser um sintoma normal quando nos encontramos uma pilha de nervos e nada, nada, nadinha podemos fazer. Ah! Mas é claro que eu pensei em um monte de insanidades, loucuras que se alguém descobrisse me colocaria num quarto isolado dos outros doentes mentais por me considerar perigosa demais para viver com os outros. Brincadeira... Apenas uma tentativa de me distrair... (QUE NÃO DEU CERTO)

Vi que estava chegando à fase terminal, quando após terminar o meu habitual lanche no ‘mcdonalds’ sobrou guardanapos e eu devolvi a moça do caixa. Isso poderia apenas significar educação da minha parte. Mas acreditem: Algo muito maior me levou a fazer isso... Preocupante.

Ah, aí você se lembra que hoje é sábado. Que o mundo está nas ruas, que o calor está enlouquecendo corpos, que a fome não foi saciada. Mas você nem se mexe, nem se importa, até porque você está em casa, ocupada demais intercalando entre a felicidade e a tristeza de estar ‘amando’...

Até que alguma alma viva chega em casa (pois é válido lembrar que está rolando um feriado) e você desabafa: Grita, expõe de forma irritada seu pensamento como se fosse a verdade absoluta, esperneia e, depois escuta do ouvinte:

--- Acabou?

Você respira fundo, e diz:

-----Acabei.

Pronto. Você agora vai se sentir por algum momento mais leve, revigorada das forças perdidas com a chegada da nuvem negra do pessimismo.

Xô pessimismo!!!!

Boa Noite.

Beijos

@ludfigueira

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Maturidade Sentimental

“Dei uma olhada no teu blog e achei bem sincero.
O que posso dizer no auge dos meus 30 e poucos anos com uma vida sexual dinâmica, mas com uma vida amorosa falida é:
(01) cuide da sua vida
(02) aproxime-se de pessoas que tenham maturidade sentimental
(03) tenha seriedade e demonstre que você está disposta a ter (ou não ter) um relacionamento
(04) NO GAMES... NO BULLSHIT --- faça a coisa certa
O problema desse lance é mais o que o outro sente. É fácil de ser solucionado quando entendemos o quanto o outro é maduro sentimentalmente.
Um relacionamento entre duas pessoas é uma troca, uma partilha. Eu trato bem, dou atenção a quem me trata bem e me da atenção. Sou generoso, companheiro, fiel a quem me faz o mesmo.
E, como homem, eu dou o primeiro passo. Mostro as “minas” que comigo o esquema é direto, objetivo e real. Dou o exemplo que estou aberto e disposto. Se a “mina” me der o feedback certo, ótimo. Ela ganha muito mais em retorno.
Se a “mina” me der um feedback babaca, fraco ou 'sem sal'. Caio fora! Sem hesitação, sem dó nem piedade eu dou um ‘hasta la vista” e parto pra próxima”.

Via Facebook – Rio de Janeiro

Recebi essa opinião sobre meu último texto (17dias: Um Amor) e gostei muito da análise objetiva e mais ainda do jeito que ele encontrou de amar mais e sofrer menos o que é sempre o nosso principal objetivo. Além disso, o item número dois me chamou muita atenção:

(02) aproxime-se de pessoas que tenham maturidade sentimental

Como identificar essa Maturidade Sentimental? Pelo comportamento? Pelas atitudes? Ou pela maneira como o outro lida diante das situações, obstáculos, em solucionar problemas?

Exatamente. Acredito que essa tal ‘maturidade sentimental’ está no observar a maneira como o outro administra suas ações, fala sobre seus sentimentos, o lugar onde coloca cada palavra, cada olhar.

Podemos fazer essa escolha?

Talvez. Mas a maioria arrisca e tenta converter alguém. Converter alguém em mudanças de atitude, em mudar comportamento, a maioria tenta tirar ‘leite de pedra’. Preferimos esperar essa tal ‘Maturidade Sentimental’ chegar... Uma vez que sem ela, difícil esperar um relacionamento saudável e tranqüilo.

Já é um grande passo aproximar-se de pessoas que tenham essa ’maturidade sentimental’. De repente, você mesmo começa a ver as coisas sobre outra forma. Saber o que se quer e o que não se quer é o primeiro passo. Agir com verdade, sinceridade e sem medo de ‘dar a cara para bater’. É até normal esperar o mesmo do outro. Agora, como exigir ou saber o que se quer do outro se você mesmo não sabe o que deseja? Se você mesmo ainda não se encontrou?

Quando encontramos no outro, dúvidas, instabilidade, insegurança, não ficamos bem. Pois não sabemos se o que ele fala hoje é para valer ou se amanhã ele vai estar no Brasil ou no Japão. Pelo diálogo, podemos sentir as reais intenções do outro: Se ele está querendo momentos ou continuidades. Claro que mudamos tudo muda sempre, mas uma pista a gente sempre tem...

Deixar as coisas em ‘pratos limpos’ não tem preço.

Beijos

@ludfigueira



quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

17 dias: Um amor

“Eu te amo”. Era o que pela primeira vez tive vontade de dizer. “Eu te adoro” estava ficando pequeno, diante do turbilhão de sentimentos que estava sentindo. Gostaria de dizer como começou, quando me dei conta que estava apaixonada e o pior: O terrível medo que senti, medo de perder esse amor, medo de viver esse amor, medo de estar entregue, medo de verbalizar tudo.

Foi tão natural. Não havia pensado em me envolver, muito menos apaixonar-me. Aliás, sempre tive medo de compromissos, medo de gostar de alguém, medo de sofrer, medo da rejeição. O chato do medo....

O primeiro beijo foi pedido. Segundo me falam, eu o pedi. Mas, digo logo que foi me pedido. Foi tão perfeito que precisei sair do carro e pedi que repetíssemos. Foi ainda mais perfeito. Claro que o pânico se instalou naquele segundo em meu coração, mas tentei relaxar. Ao menos, tentei. No dia seguinte, ao acordar, uma mensagem se referindo justamente ao beijo me foi enviada. Mais tarde outra, mais outra, uma ligação e assim, quando me dei conta, estávamos nos vendo, nos falando, conectados 24horas por dia.

Caminhadas fizeram parte da nossa rotina. Copacabana, Ipanema, laranjeiras... Explorar lugares atrás de mate com limão, mc donalds ou apenas mais uma saideira, era algo normal. Monólogos também: Ok. Confesso que não paro de falar! Até plagiei uma música: “Verbalize já, Verbalize já!...”. Mas, pânico mesmo era quando tinha alguma coisa de errado e eu ficava num silêncio profundo... Era certo passar uma noite com pesadelos. O melhor, era saber que nunca era uma despedida e sempre um: ”Até logo!”.

Apresentar aos amigos me fez ter reviramentos estomacais. Mal conseguia chegar perto, beijá-lo nem pensar! Estava nervosa tentando agir com normalidade, algo que nunca me foi muito peculiar. Mas ele estava lá, ficou lá. Estava comigo. Isso me causava conforto e dúvida. Acho que nunca acreditei que alguém pudesse querer estar comigo por querer, por gostar da minha companhia... Ele não me via como um salmão saboroso e sim como uma companheira, como alguém.

Não posso esquecer o quarto 607. Lá eu aprendi que intimidade faz toda a diferença. E que até uma simples mortal como eu pode, pode ronronar... Roncar não... Ronronar....

Saber que o dia seguinte pode ser incrivelmente maravilhoso foi surpreendente. Ligações, mensagens e vê-lo no final do dia, foi lindo. Descobri que até poderia sentir ciúme, ao pedir que ele não se deixasse ser vítima. Sempre tem tucanas e tucanos por aí...É sempre bom ter cuidado.

Segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo. Todo dia era dia de ficar junto. Não havia a palavra “NÃO”. Como me diziam: “Você pode tudo!”. Eu realmente acreditei nisso. Ah, já ia me esquecendo: Como é bom andar de mãos dadas! No começo eu ficava tímida, pegava no dedinho apenas, mas depois, já estava partindo de mim dar as mãos. Que loucura é estar apaixonada!

Os beijos ficaram cada vez mais íntimos e dividir comidas, foi uma intimidade um tanto “nojenta” que incluímos no nosso cardápio rotineiro. Assim como as mensagens de bom dia. Ele tentava dizer que minhas regras não existiam e eu tentava viver como se as dele fosse normais para mim. A questão era que o mundo dele era muito mais legal do que o meu: No mundo dele podia dizer tudo, não existiam jogos e sempre, sempre tinham momentos que possuíam continuidades; já meu mundo era triste e solitário, com pessoas e momentos superficiais, jogos incalculáveis e lágrimas mais que sorrisos. Não foi a toa que me apaixonei por ele.

“Ludmila Figueira”. Nunca gostei tanto de ouvir meu nome. Mas, nem tudo são flores e depois da nossa primeira ida ao cinema, rolou uma conversa séria. Decidimos nunca mais nos encontrar, nada de mensagens e de telefonemas. Isso tinha um porque, mas não posso contar agora. Fiquei tão triste! Tão triste que não consegui me controlar, deixei lágrimas tímidas rolarem pelo meu rosto. Cheguei em casa com uma sensação horrível. Foi então que percebi que estava completamente apaixonada por ele! Que não podia deixá-lo ir embora assim. Foi então que respondi uma mensagem que ele, teimoso, me mandou: Ele disse: “E se a minha vontade for ser seu?” Eu respondi: “Seja meu!”.

No dia seguinte adivinhem: Estávamos juntos! Foi quando trai o mate e me rendi a uma taça de vinho. Sabe quando você fica com aquela cara de boba, aquele sorriso constante nos lábios, aquele olhar que parece dois corações ambulantes? Passei esses dias assim. Ninguém mais existia, éramos eu e ele, no fantástico mundo da Lud.

A felicidade extrema e a melhor sensação que já senti na vida, foi sem dúvida uma conversa que tivemos de frente ao mar, pós uma festa. Nem preciso falar que passamos a festa toda juntos, no melhor estilo casal apaixonado do ano! Sentados ali, no calçadão, fizemos declarações e percebi que era real: Era recíproco: Estávamos apaixonados um pelo outro! Meu Deus! Não há sensação melhor do que você saber que é correspondida e que assim como você tem medos e inseguranças o outro também tem. Confesso que até me senti normal. Eu estava apaixonada!!! Eu, quem diria! Completamente, absurdamente, desesperadamente apaixonada! E como foi bom!

Mas, para ser tão normal como a maioria das pessoas, teve uma prova final. Ele veio na minha casa. Ah! É verdade que possuo muitas casas, mas esse grau de intimidade e aproximação eu nunca havia tido com ninguém. Sim, eu estava muito nervosa. Com medo de piadas externas e tudo mais. Fui surpreendida por uma onda de tranqüilidade ao olhar para ele e tudo correu bem. No final, como de costume, demoramos horas para nos despedir. Terminamos o dia fazendo declarações no meio da rua e o melhor: Felizes!

Descobri o skate e como eu não levo jeito para esportes. Também desisti do vídeo game. Ele me mostrou seus dotes culinários e me apaixonei um pouco mais. Comi a melhor pasta-macarrão da minha vida! Aquele molho ralo foi o melhor! As noites de arte e suor ganharam cores cada vez mais vivas e nessa noite, tive outro ataque de pânico e o silêncio se instalou novamente. Ok! Não sou uma estraga prazer, mais havia um probleminha pairando sobre nossos corações e, ás vezes eu era obrigada a sair do mundo fantástico de Lud e voltar ao mundo complicado da realidade.

Mas, o dia seguinte deixou tudo claro e limpo. Um passeio na Lagoa e uma corridinha atrás do outro e algumas risadas seguida de um monólogo feito por mim me deixaram mais calma. Encontramos-nos novamente e eu, um “bichinho selvagem” devorou quatro esfirras de queijo em minutos... Ficamos juntos, abraçados, nos olhando, nos olhando...

Até que chegou o dia. A despedida.

Agora posso dizer que experimentei a melhor sensação do mundo: Gostar de alguém e alguém gostar de você! Vivi cada momento sendo eu mesma, amei cada segundo, eu realmente vivi um conto de fadas. Mas, nem tudo são flores e sempre há um ou outro obstáculo que precisamos superar.

Eu sigo esperando a metade do meu coração voltar. Sigo esperando minha risada, meu carinho e principalmente meu cheiro de volta.

Descobri que sou a mulher perfeita: A mulher igual às outras, aquela que se permitiu amar e deixar ser amada!

O meu amor é seu.

Beijos

@ludfigueira

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Apenas uma marinheira de primeira viagem..

Será que é difícil deixar alguém fazer parte da nossa vida? Se entregar, viver momentos bons e ruins, dias de sol e outros de grande tempestade, será que sobrevivemos?

Como é pensar em dois? Como se faz planos pensando no outro? Como se caminha pela rua dando as mãos pela primeira vez? Como é se sentir tranqüila sabendo que o seu telefone vai tocar ou você vai acordar com uma linda mensagem?

Como é se sentir segura, sabendo que o outro não quer ao lado apenas um delicioso ‘salmão’ e sim, sua incrível companhia? Como é dar um beijo e saber que não é o último? Como é olhar para o outro com cara de boba e não conseguir disfarçar e o melhor: Não ter medo se o outro descobrir seus sentimentos?

Como se faz um relacionamento? Como confiar no outro sem reservas? O que sentir quando após o sexo, não só vocês se falaram o dia todo, como também se encontraram? Isso é real?

Como é poder ser você mesmo na companhia do outro? Falar suas besteiras com amigas, abraçar amigos sem sentir medo do que o outro vai achar ou falar? Sem medo de pré-julgamentos?

Como é ter um dia ruim e poder encontrar um ‘colo’ para se sentir segura e ouvir que tudo vai passar?

Como é saber que o outro te admira, tem curiosidade em te conhecer cada dia mais, onde o que importa é sua companhia: Num barzinho ou até mesmo numa gangorra num parque?

Como é sentir ciúmes? O que é o ciúme?

Como enxergar problemas se o olhar do outro fala: “Não se preocupe, vai ficar tudo bem”.

Como é ter alguém dando risadas das suas maluquices e adorar isso em você?

Como é alguém dizer que está adorando te conhecer mais a cada dia e o melhor: Sente sua falta, sente saudades?

Como é acordar de mau humor e descontar no outro e ver que o outro vai te desconcertar achando graça da sua ‘birra’ de mal humorada?

Como é sentir que por mais caçadoras ou caçadores que existam, o pensamento do outro é em você e nada vai mudar isso?

Como é ter um mal estar com o outro e achar que nunca mais vai vê-lo e o outro te mostrar que o que houve foi apenas um mau momento e que já passou?

Como é sentir que alguém gosta de você? Como é deixar de ser sozinha e abrir espaço para alguém entrar na sua vida, descobrir você, cuidar de você?

Como é sentir que seu sentimento pelo outro é recíproco? Como é sentir que você não vai acordar sozinha no dia seguinte? Como é ter um dia seguinte incrível?

Como é abandonar dramas, lágrimas? Como é deixar de gostar sozinha?

Como é deixar que a solução entre para resolver os problemas? Como é ter alguém para falar tudo e não engolir sapos com risada amarela?

Como é olhar para alguém e se sentir feliz?

Como acontece? Como se começa? Como começou?

Como é ter alguém em nossas vidas?

Vamos descobrir ?

Beijos

@ludfigueira

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O 'erro' pode ser um 'acerto'...

“Acho que estava procurando um defeito, algo que pudesse me fazer desistir de ver você, ficar com você. Algo que me fizesse desistir dos seus beijos intermináveis e descontrolados cheios de palavras ocultas. Até achei uma desculpa, algo um tanto óbvio, um motivo plausível para nunca mais vê-lo. Mas, pensando melhor no decorrer do momento, percebi que de repente o 'certo' pode ser fazer o 'errado'...”

(Arquivo Lud Figueira)


Partindo do princípio que ninguém quer ‘machucar’ ninguém, entramos num dramático mundo das dúvidas sobre o que fazer. Mas aí, vem um ‘ser’ e abre um sorrisão tranqüilo e pergunta: --Do que você tem medo?


Tenho medo da solidão do amanhã.

Esse risco todos nós temos que correr. Mas acionei o freio de mão por medida de segurança. Assinei a carteira de trabalho do outro deixando claro que pela frente havia o prazo de experiência, aquele que, se der ‘tudo certo’, ele pode ser prorrogado... Mas eu confesso que assinei. Contrariando o ‘certo’... Será?

A surpresa em ações, a falta de jogo, a curiosidade pelas palavras do outro, a diferença de emoções emitidas em cada beijo, a freqüência solicitada e atendida, me fizeram lembrar de algo que sempre disse: Quem quer realmente, dá um jeito, faz e acontece.

Isso pesou. Não ter uma rotina de assalariada, me tornou inimiga das horas e fez com que todos os dias da semana tivessem cara de final de semana. Pois não é que no meio de trabalho, coisas a fazer, compromissos importantes, o outro criou um tempinho?

Pode parecer normal, no mundo das pessoas que não jogam e acreditam que vida pessoal é tão importante quanto à profissional, por isso, esse ‘tempo’ ao outro existe. O que acho incrível nos dias onde o egoísmo e a individualidade dominam.

De repente tudo não passe de dias. De repente tudo deixe de existir em horas. Mesmo assim, diria que medido pela intensidade do momento, valeu muito, muito a pena.

Temos que aprender a dar valor aos momentos e parar de perder tanto tempo pensando em problemas que na verdade ainda não existem e que também podem vir a não existir... Válido pensar nisso.

Dedico esse texto a você: Que permite que o ‘medo’, torne-a prisioneira.

Beijos

@ludfigueira

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A Bela e a Fera

“Era uma vez, uma menininha que não acreditava no amor. Mas, um belo dia lhe apareceu uma ‘fera’ que, contrariando suas crenças, a fez acreditar no mais belo dos sentimentos... Uma fera de outra selva. Por isso, bela ficou em êxtase ao conhecer um novo mundo cheio de possibilidades, sentimentos, gentilezas e educação. Mas, assim como nos contos de fada, na vida real a nossa Bela não conseguirá o seu tão happy end facilmente. Junto com a Fera, enfrentará grandes obstáculos, será preciso grande compreensão e tolerância para colocar um fim em suas dúvidas, dramas e medos.”

Talvez, nossa Bela dos dias de hoje nunca tenha acreditado ou vivido um amor não por uma escolha, mas pela falta de uma Fera que pudesse ensiná-la, mostrar, compartilhar tal sentimento.

Quem tem tempo para viver um amor? As conseqüências e desventuras de realmente estar com o coração em chamas por alguém? Quem corre esse risco de se entregar hoje? Alguém levantou a mão?

Pois a Fera que estou falando levantou a mão. Não segue regras, segue sim, o coração. Vive cada sentimento e não descarta as possibilidades que a vida lhe apresenta. Ela é exata, bem racional, mas sabe lidar com as emoções deixando-as fluírem com a calmaria necessária para um, quem sabe, final feliz.

A aparência da Fera causa pré-julgamentos errôneos que, em minutos com a primeira história lembrada em flashes acompanhada de um generoso sorriso, nossa Bela começa a prestar atenção e logo detecta que, ‘essa’ Fera é diferente.

Bela está experimentando situações novas, onde ela está se deixando levar, está se permitindo ser surpreendida. Esqueceu-se das receitas, dos livros de auto-ajuda, dos conselhos, do passado.

Aceitou o desafio: Tentar esquecer rótulos e ser ela mesma.

Beijos

@ludfigueira