domingo, 23 de janeiro de 2011

Enfrentando a realidade


“Te ver e não te querer
É improvável, é impossível
Te ter e ter que esquecer
É insuportável
É dor incrível...”

Skank- Te ver

No pouco que eu sei sobre o amor (ou o que estou aprendendo), por mais que 'ele' ande de montanha russa 'ele' sempre encontra a volta para casa. Ele se desliga um tempo, mas ele volta, 'ele' dá algum sinal (sinal de fumaça não serve), 'ele' rega aquela plantinha...

Então, qual era o sentimento? Qual será o sentimento? Qual será o pensamento? O que se está pensando?

Ah, já ouviram falar em paixão? Aquela que arrebenta você sacudindo sua vida fazendo uma volta ao mundo, te leva ao desespero e a felicidade em um piscar de olhos e depois desaparece. Assim, rápido como chegou, ‘ela’ vai embora.

E o que seria o amor? A continuidade de um sentimento mesmo que o outro vá morar no Alasca? A tranqüilidade fora do normal de saber que por mais que o tempo passe nada destruiu esse sentimento magnífico que poucos mortais podem usufruir. Será?

Não é nada disso. É o que você acha, é o que eu acho, é o que eles acham. Cada um sabe do seu cada um. Cada um sabe a dor ou a alegria que carrega no peito, cada um sabe dos seus reais problemas e medos, cada um sabe do seu ‘quadrado’.

O mal entendido no coração do apaixonado se dá pela falta de comunicação. Se nenhum dos dois verbaliza o que está acontecendo, cada um tem o direito de pensar o que quiser. Planos e sonhos são desfeitos em segundos assim como paixões e amores são criados, basta um encontro de olhos, uma aproximação intelectual ou um abraço mais demorado... Até em um beijo...

Falou-se em segurança em algum momento. Falou-se em medo e em previsões futuras. Mas esquecemos da falta que o outro iria fazer. Esquecemos do quão difícil seria se desconectar, fingir que nada aconteceu, esqueceu-se de dar o tempo que o outro precisaria ou não. É, talvez seja isso: Esquecemos do tempo.

Lembra da tal maturidade sentimental que falamos outro dia? Difícil tê-la. Geralmente tentamos ser justo (ao menos acredito que seja assim), me importo com o outro, sofro pensando no momento delicado do outro, mas acabamos o comparando com o que faríamos ou não na resolução de algum problema, alguma escolha. Olho o erro aí! O erro de todos nós é justamente querer que o outro faça o que imaginamos e não pensamos no que o outro quer e sim pensamos egoisticamente em o que queremos e ponto final. Nem tudo é como queremos, essa é a lição número um para a nossa sobrevivência.

O aceitar é difícil. Mas é preciso. Muitas vezes esquecemos-nos de prestar atenção ao que o silêncio fala. E o silêncio já mostrou o que você queria saber, é hora de entender, cair na real.

Não se decepcione. Não se lamente. Apenas agradeça por estar vivo e sentir tudo isso nesse momento.

Tudo tem explicação. Assim como tudo tem a sua hora.

Ainda precisamos aprender a árdua tarefa de saber esperar...

Beijos

@ludfigueira

2 comentários:

betto disse...

Esse sentimento é normal, todo mundo passa ou já passou por isso. O lado bom é que ele aparece geralmente nos fins de semana. Agora o lado ruim é que logo,logo, vem o próximo. Mas ainda bem que existe o Mcdonald.

Natália Fontoura disse...

Amor e paixão (assim como todos os sentimentos) não vêm com manual. A visão particular de cada um é o que tornará estes sentimentos assim ou assado (mais nunca bem passado porque assim é uó do borogodó).

A falta de verbalização é FATAL em qualquer relação (seja amorosa, sexual, familiar, trabalhista entre outros departamentos). Como diria Seu Chacrinha: "Quem não se comunica, se trumbica", e assim uma história que poderia ser bacana não passa da dedicatória

Em relação ao erro que todos nós comentemos, visto a carapuça também. O pior é que todos nós sabemos disso, mas continuamos a cometer esse erro (quase que involuntário). Imaginar como agiríamos em uma hipotética situação delicada ao invés de nos colocarmos na pele de quem a realmente vive é bem mais fácil e, posso ser bem sincera, o ser humano nessas horas comete sorrindo o pecado da preguiça.

Como você bem falô "tudo tem explicação, assim como tudo tem a sua hora" (por mais que ela seja demoraaaaaaada).