sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O 'erro' pode ser um 'acerto'...

“Acho que estava procurando um defeito, algo que pudesse me fazer desistir de ver você, ficar com você. Algo que me fizesse desistir dos seus beijos intermináveis e descontrolados cheios de palavras ocultas. Até achei uma desculpa, algo um tanto óbvio, um motivo plausível para nunca mais vê-lo. Mas, pensando melhor no decorrer do momento, percebi que de repente o 'certo' pode ser fazer o 'errado'...”

(Arquivo Lud Figueira)


Partindo do princípio que ninguém quer ‘machucar’ ninguém, entramos num dramático mundo das dúvidas sobre o que fazer. Mas aí, vem um ‘ser’ e abre um sorrisão tranqüilo e pergunta: --Do que você tem medo?


Tenho medo da solidão do amanhã.

Esse risco todos nós temos que correr. Mas acionei o freio de mão por medida de segurança. Assinei a carteira de trabalho do outro deixando claro que pela frente havia o prazo de experiência, aquele que, se der ‘tudo certo’, ele pode ser prorrogado... Mas eu confesso que assinei. Contrariando o ‘certo’... Será?

A surpresa em ações, a falta de jogo, a curiosidade pelas palavras do outro, a diferença de emoções emitidas em cada beijo, a freqüência solicitada e atendida, me fizeram lembrar de algo que sempre disse: Quem quer realmente, dá um jeito, faz e acontece.

Isso pesou. Não ter uma rotina de assalariada, me tornou inimiga das horas e fez com que todos os dias da semana tivessem cara de final de semana. Pois não é que no meio de trabalho, coisas a fazer, compromissos importantes, o outro criou um tempinho?

Pode parecer normal, no mundo das pessoas que não jogam e acreditam que vida pessoal é tão importante quanto à profissional, por isso, esse ‘tempo’ ao outro existe. O que acho incrível nos dias onde o egoísmo e a individualidade dominam.

De repente tudo não passe de dias. De repente tudo deixe de existir em horas. Mesmo assim, diria que medido pela intensidade do momento, valeu muito, muito a pena.

Temos que aprender a dar valor aos momentos e parar de perder tanto tempo pensando em problemas que na verdade ainda não existem e que também podem vir a não existir... Válido pensar nisso.

Dedico esse texto a você: Que permite que o ‘medo’, torne-a prisioneira.

Beijos

@ludfigueira

3 comentários:

Natália Fontoura disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Natália Fontoura disse...

Contrariando um pouco você Lud, eu acho que é valido ponderar certas problematizações sem elas ao menos existirem. Ainda mais se a sua conduta pode a vir acarretar tais conseqüências. Não é perde de tempo ponderar, mas sim uma "preocupação desnecessária" que todos tem.

"Viver é administrar conseqüências" (uma de minhas frases favoritas)

Viver os momentos, sem entregar de corpo e alma, pular de cabeça e todas essas expressões que exemplificam emoção extrema são validos, mas é válido ponderar.
Em relação ao tempo "ao outro"? Bom, isso é vital. O ser humano não é uma ilha, não vive só. Portanto o "outro" sempre merecerá um tempo.

betto disse...

Gostei da parte em que você diz; "Temos que aprender a dar valor aos momentos e parar de perder tanto tempo pensando em problemas que na verdade ainda não existem". Talvez assim a neurose das dúvidas dê lugar a uma cervejinha num bar com os amigos.