sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Complicando e descomplicando a gente vai se entendendo... Ou não...


Muitos falam que os problemas não existem e quem os cria somos nós. Outros falam que os problemas simplesmente aparecem para nos ensinar a resolver questões, decifrar soluções, achar caminhos e superar obstáculos. Mas e aí? Você complica ou descomplica a vida? Você consegue resolver seus problemas? Ao menos tenta? Você acha uma solução? No meio disso tudo você consegue se entender? Consegue espaço nessa confusão para entender o outro? Oh! Vida...

Uma voz diferente, um olhar longe, um jeito de beijar estranho... A paciência está por um fio e o diálogo é algo que se sonha, mas não se consegue... Os encontros começam a ser desmarcados, as desculpas são as mais esfarrapadas do mundo, falar ao telefone? Esquece...

Você tenta ignorar a crise, você finge que não vê, mas essa atitude é pior: O outro fica ainda mais P... da vida vendo essa submissão, esse seu medo aparente de chamar para conversar...Do outro expor o que está acontecendo... Ao invés de você procurar pelo outro e saber o que houve, conversar, perguntar o porquê dessa falta de tratamento, de carinho, de atenção, você foge. O que mudou? Porque mudou? Afinal, aonde nos perdemos?

Não se pode perder o que não se tem. Não se pode esconder, se anular a vida toda. O mar de rosas secou. E agora? Vai ficar ai sentado (a) esperando o quê? Vir uma onda forte e te carregar? Cadê a força? ‘Levanta, sacode a poeira e dê a volta por cima’! Sacou?

ADMIRAÇÃO. Algo que o outro não sente mais. Não foi o que faltou quando vocês iniciaram esse caminho, qual a rota errada que você pegou? Sempre se pode recomeçar, se reciclar, se reparar... Não se pode agradar o tempo todo, isso é chato e cansativo. Ser você está na moda!

Relembre quando a onda passou e mudou tudo de lugar. Se lembre o que aconteceu com você. Lembre quando foi que a sua postura no relacionamento começou a ser nociva para você e para o outro. Se construa outra vez.

Não a mal que dure para sempre e nem bem que nunca acabe... Acho que é isso...

Assuma o seu papel, relembre quem é você...

Beijos

@ludfigueira

2 comentários:

Ana Paula disse...

Adorei, concordo plenamanete!

Natália Fontoura disse...

Problemas são criados por nós mesmos e pelos outros. Problemas viram uma bola de neve, uma roda vida de angústia quando não são resolvidos, ou ao menos ponderados por você. A maioria escolhe o caminho mais fácil: Esquecer. Outros dão o "jeitinho brasileiro": Resolvem uma questão ali, bota panos quentes na discussão aqui, leva na lábia a briga acolá e assim vai levando os problemas.

No final, a pessoa se encontra inerte, presa a uma rede de complicações que qualquer movimento ou tentativa de resolução já será tarde de mais. Enquanto fico parada, imóvel e presa na rede, o outro seguiu o seu caminho, deu as costas e se foi. Bem feito, quem mando ficar com cara de paisagem enquanto a relação ficava estagnada por falta de comunicação. Deixar o outro falando sozinho é fatal. A esse ponto você já terá cruzado a linha tênue entre espaço e indiferença. Você agiu com indiferença, cerrou os olhos e ignorou.

O maior erro em uma relação (em qualquer relação) é não reconhecer e enfrentar os problemas. "Todo Carnaval tem seu fim..." Será? Eu particularmente acredito que o ser humano seja capaz de amar para sempre, ele apenas não se dá tempo e confiança para tal. Esquecer os problemas é um dos passos iniciais para que o Carnaval termine antes da quarta-feira de cinzas.