sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O amor de Hoje

15 anos. Para os homens, geralmente, não significa grande coisa; a não ser que seja judeu (Bar-Mitzvá/ data importante)ou alguma outra religião, já para as mulheres é um momento de transição: A menina é apresentada oficialmente, há uma dança com o pai, o anel, a dança com o príncipe e outras coisas. A adolescente ganha ares de moça.

Casamento. Homens e mulheres oficializam a união perante a sociedade (e ás vezes perante Deus) E, MORAR JUNTO? Ouvi outro dia a seguinte frase: Amigado com fé, casado é. Aliás, hoje em dia tem a tal da união estável (É a relação de convivência entre o homem e a mulher que é duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição familiar.) que, a meu ver, começa com a desculpa do test-drive e depois vai enrolando, enrolando, aí começa a nascer os “pequenos”, pronto: Estão casados, só não há contrato.

Mas, esse tal de ‘contrato’, essa tal ‘oficialização’, acaba fazendo falta em determinado momento. A casa: Quando você ‘casa’ geralmente vocês alugam juntos ou compram um imóvel, ou ganham de presente, enfim: Passa a ser de vocês. Quando se ‘Mora junto’, geralmente um já tem uma casa e vocês leva suas ‘tralhas’ para lá- O que de cara causa um desequilíbrio: Isso é meu, isso é seu,... Ou, vocês estão namorando e decidem morar juntos- Na maioria das vezes dá mais certo- Nada é de ninguém e tudo é de vocês.

Tudo isso dá muito certo quando o homem e a mulher estão felizes, vivendo na mesma sintonia. Eles não estão nem aí se são juntados, casados ou separados. Mas, quando não é assim... A casa cai: O juntado separa, o casado descasa, o separado vai para outro canto.

A pergunta que não quer calar: Para onde essa sintonia foi? Já repararam que hoje em dia as pessoas falam assim: --“Nossa! Fulano ficou casado 7 anos!, Muito tempo! Não sei como ele(a) conseguiu!”. Antigamente se falava assim: ---“Papai e Mamãe estão fazendo 38 anos de casados! Aparece lá em casa para comemorar com a gente!”.

Hoje, 7 anos é muito tempo e 38 anos só existe em livros de história.

Muitos nomes inventados para ficar junto. Muitos nomes inventados para diminuir uma responsabilidade que todos têm: O ato de amar e suas conseqüências.

Acredito que o excesso da modernidade acabou com a família. Qualquer briga o pessoal já separa. Acho até que antigamente, o pessoal tinha vontade de se separar, mas ao pensar no trabalho que ia dar, percebia que era melhor tentar fazer as pazes. Casamento ou sei lá o nome que se dê é a relação mais difícil que o ser humano pode ter. A convivência diária, os problemas, os humores, as tensões, os medos, são inevitáveis e difíceis de lidar. E NÓS, não somos preparados para isso. Temos um excesso de mimo ou carência transmitido por nossos pais, temos uma intolerância, uma falta de paciência, uma impulsividade (observamos isso com as mortes em briga de trânsito, filho matando mãe, pai matando filha... É necessário amadurecer junto, amar junto, querer muito junto. Nem todos resistem, a maioria abandona o barco na primeira crise. A vida muitas vezes nos prega peças, mas o amor não.

É preciso saber viver...

Beijos
@ludfigueira

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