terça-feira, 26 de agosto de 2014

DAR OU NÃO DAR? Eis a questão.

Caro leitor,

Tentarei ao máximo não ser tão malévola nas palavras. Mas, está difícil.

Me expliquem uma coisa: Você conhece um cara numa noitada qualquer ou num bar, trocam meia dúzias de palavras e "ficam". Isso já é um sinal de "vamos transar"? Eu não vou vir aqui falar de magia ou romance. Tão pouco falarei de amor. Mas, então é só uma vontade fisiológica e depois "bata a porta antes de sair"? Ou é só aquela vontade de aumentar os números de telefone (Whatsapp)? Ou aumentar a "dispensa" para os dias de "vacas magras"? Ou, mostrar para os amigos que você é um "comedor nato" (caiu na rede é gol), ou outra: Estamos na geração da mulher moderna que não liga para o que os outros pensam (mentira)?

Então vamos começar.

Não sei o porque tanta enganação. Não entendo a necessidade de se alimentar algo que não se deseja. Não compreendo essa postura de se falar por mensagem ao invés de se fazer um telefonema. Regredimos. E, se reclamamos logo dizem que estamos fazendo "drama". É verdade. Esse momento que estamos vivendo é um grande drama. Porque ambos os lados alimentam esse ciclo vicioso no intuito de mandar melhor nesse "joguinho cansativo".

Cara leitor, porque precisamos tratar um relacionamento como uma partida de futebol?

Eu estou aqui falando para as paredes, eu sei. Porque só conseguiríamos mudar isso se as pessoas começassem a falar "não" para um sexo casual e "sim" para conhecer o outro. Mas, conhecer o outro dá trabalho. Porque não pular umas etapas? Bem vindos a facilidade dos dias de hoje. Onde não são só pizzas que se entregam em casa, mulheres também são "delivery". Aliás, a rede social "Tinder" (Cardápio Humano) pode falar melhor sobre isso.

Homens meus parabéns! Vocês chegaram ao paraíso: Escolhem quem vão "comer" e quando vão "comer". Esse quando "vão comer" é o que acho o melhor de tudo: A gatinha fica esperando até o dito cujo se pronunciar. E outra: Fazem uma manutenção"linda" para não magoar a "gatinha", pois não se sabe o dia de amanhã. Maravilhoso. Sem contar na comunicação incrível pelo Whatsapp: A gatinha manda uma mensagem e horas depois o gatinho responde ou, o gato fica online e decide responder dias depois. Sensacional.

Bom, mas agora todas as mulheres vão me odiar. Mas, preciso defender esses nossos "amigos".

Amadas, eles só nos tratam assim, porque permitimos.
Exemplo:
Você ficou com um cara que acabou de conhecer numa noitada qualquer. Rola uns beijos e o cara manda:
---Vamos para minha casa, linda? Dormir juntinho... Sei fazer um café da manhã excelente (porque não podemos negar que a arte do convencimento é para "profissionais")....

Agora lhe desafio a falar isso:

---Lindinho, eu acabei de conhecer você. Apenas demos uns beijinhos. Que tal a gente se conhecer para depois você me levar para cama? Ou melhor: Eu sou assim. se você não está afim de me conhecer e só quer me "comer" cai fora agora, vou lhe agradecer....

O que acontece é isso: Ou a mulher cede aos encantos do gato ou a mulher faz um jogo para tentar se valorizar e o gato pega outra para não sair sozinho. Mas, a real ninguém manda. Porque se não vão nos achar malucas, doidas varridas. Por isso fazemos esse jogo indecente. Mas que dá vontade de falar isso, dá. Porque esse negócio de dar um beijo e o cara já querer te levar para a cama é tão cansativo... Perde-se todo o clima...É um saco.

Mas a função do "macho" é tentar.

Agora, uma vez que você "deu" amada, para que perder tempo jogando? Deu está dado. Ou ele vai ser seu (sexo casual) ou, por algum milagre divino (coloca milagre nisso) podem a vir ter alguma coisa...

Talvez se eu escrevesse isso há cinco anos atrás, me acharia antiquada. Até porque sempre preguei a liberdade de fazer o que se quer. Mas com 30 anos de idade? Podemos usar essa "liberdade" melhor, não?Acho que já sabemos distinguir "gato de lebre"... Ou não? Continuar a cometer velhos erros? Ah não, gente! Não dá...

Para quê colocar na "carteirinha" mais uma "transa"? O que vai lhe acrescentar? Novas posições, um corpo diferente, saciar a vontade de "dar" para um completo estranho? Vamos envelhecendo e a busca por qualidade aumenta. Não nos encantam quantidade...

Depois de três anos de relacionamento, confesso: Não sei mais como agir. Não tenho mais paciência para esse jogo mental, para essas manutenções baratas, para essa enrolação e mentiras descabíveis. Já que não é para ter romance, sejamos objetivos e ponto. Adoro pessoas que dizem a que vieram, sem rodeios. Adoro pessoas que sabem o que querem.

Prefiro muito mais um romance sem compromisso do que aquele "papinho mole" que não leva a nada.

Não é preciso namorar para se "dar". Mas é preciso algo a mais que um simples beijo....

Dar ou não dar, é só mais uma  daquelas perguntas clichês que nos fazemos 1 minuto antes de entrar no carro do gato. Porque aquele beijo vai terminar nessa questão. Não tem para onde fugir. É o mata mata.

Estamos na geração Instagram. Onde cada flash vai dizer quantas curtidas você merece e o quanto de sucesso ou rejeição você fará em cada publicação. O difícil, é sair do virtual e conhecer de fato o que é REAL.

Levar para cama é mole, quero ver se entregar!

Beijos
@ludfigueira











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